<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>vatican.va</title><link>http://www.vatican.va</link><description>vatican.va</description><language>pt</language><item><title><![CDATA[Audiência Geral de 13 de novembro de 2019]]></title><pubDate>Wed, 13 Nov 2019 09:30:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191113_udienza-generale.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191113_udienza-generale.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 13 Nov 2019 10:07:15 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>AUDI&Ecirc;NCIA GERAL</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro<br /> Quarta-feira, 13 de novembro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/13/udienzagenerale.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><i>Locutor</i>:</p> 
<p>Na viagem da Boa Nova de Jesus Cristo pelo mundo, Paulo demorou-se ano e meio na cidade de Corinto, capital da prov&iacute;ncia romana da Acaia. L&aacute; encontra hospedagem na casa de &Aacute;quila e, sua esposa, Priscila. Este casal demonstra ter um cora&ccedil;&atilde;o cheio de f&eacute; em Deus e generoso para com os outros, abrindo as portas da sua casa n&atilde;o s&oacute; ao Ap&oacute;stolo evangelizador, mas tamb&eacute;m aos irm&atilde;os e irm&atilde;s em Cristo. De facto, mais tarde quando Paulo escreve aos Cor&iacute;ntios, fala da &laquo;comunidade que se re&uacute;ne na casa&raquo; deles (<i>1 Cor</i> 16, 19). E o mesmo confirma a Carta aos Romanos, onde Paulo faz este elogio enorme dos dois esposos: &laquo;Saudai Priscila e &Aacute;quila, meus colaboradores em Cristo Jesus, pessoas que, pela minha vida, expuseram a sua cabe&ccedil;a. N&atilde;o sou apenas eu a estar-lhes agradecido, mas todas as igrejas dos gentios. Saudai tamb&eacute;m a igreja que se re&uacute;ne em casa deles&raquo; (<i>Rm</i> 16, 3-5). A sua casa tornara-se <i>domus Ecclesiae</i>, a casa da Igreja, a igreja dom&eacute;stica, um local de escuta da Palavra de Deus e celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia. Gra&ccedil;as &agrave; f&eacute; e ao empenho evangelizador de tantos leigos como eles &eacute; que o cristianismo chegou at&eacute; n&oacute;s. Pe&ccedil;amos ao Pai do C&eacute;u que derrame o seu Esp&iacute;rito sobre todos os casais crist&atilde;os, para que saibam, a exemplo de &Aacute;quila e Priscila, abrir as portas dos seus cora&ccedil;&otilde;es a Cristo e aos irm&atilde;os e transformar as suas casas em igrejas dom&eacute;sticas, onde se viva a comunh&atilde;o e ofere&ccedil;a o culto duma exist&ecirc;ncia crist&atilde; vivida na f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade.</p> 
<p><b>Santo Padre:</b></p> 
<p>Cari amici di lingua portoghese, grazie per la vostra presenza e per le vostre preghiere per me! Saluto tutti voi, in particolare i parrocchiani di <i>Santa Rita de C&aacute;ssia</i>, in <i>Mogi das Cruzes</i>, i fedeli di <i>Nossa Senhora de F&aacute;tima e Santo Ant&oacute;nio</i>, in Lisbona, e il gruppo di Rettori e Formatori di Seminari partecipanti al Convegno promosso dalla Congregazione per il Clero. Sentendovi oggetto della misericordia e della compassione di Dio, cercate sempre di essere umili e comprensivi verso tutti. Su di voi e sulle vostre comunit&agrave; scenda la Benedizione del Signore.</p> 
<p><i>Locutor</i>:</p> 
<p>Queridos amigos de l&iacute;ngua portuguesa, obrigado pela vossa presen&ccedil;a e pelas vossas ora&ccedil;&otilde;es por mim! A todos sa&uacute;do, especialmente aos paroquianos de Santa Rita de C&aacute;ssia, em Mogi da Cruzes, aos fi&eacute;is de Nossa Senhora de F&aacute;tima e Santo Ant&oacute;nio, em Lisboa, e ao grupo de Reitores e Formadores de Semin&aacute;rios que participam no Conv&eacute;nio promovido pela Congrega&ccedil;&atilde;o do Clero. Sentindo-vos objeto da miseric&oacute;rdia e compaix&atilde;o de Deus, procurai sempre ser humildes e compreensivos para com todos.&nbsp;Sobre v&oacute;s e vossas comunidades, des&ccedil;a a B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do Senhor!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Angelus, 10 de novembro de 2019]]></title><pubDate>Sun, 10 Nov 2019 12:00:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191110.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191110.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 11 Nov 2019 11:49:28 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><b><i><font size="4">ANGELUS</font></i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro<br /> Domingo, 10 de novembro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/10/angelus.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, bom dia!</i></p> 
<p> A p&aacute;gina evang&eacute;lica de hoje (cf. <i>Lc</i> 20, 27-38) oferece-nos um ensinamento maravilhoso de Jesus sobre a ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos. Alguns saduceus perguntam a Jesus, os quais n&atilde;o acreditavam na ressurrei&ccedil;&atilde;o e por isso o provocam com uma pergunta insidiosa, ou seja, de quem ser&aacute; esposa depois da Ressurrei&ccedil;&atilde;o a mulher que teve sete maridos sucessivos, todos irm&atilde;os entre si, que morreram um ap&oacute;s o outro? Jesus n&atilde;o cai na armadilha e responde que os ressuscitados no al&eacute;m &laquo;n&atilde;o se casam, sejam homens ou mulheres, porque j&aacute; n&atilde;o podem morrer: s&atilde;o semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurrei&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o filhos de Deus&raquo; (vv. 35-36). &Eacute; assim que Jesus responde.</p> 
<p> Com esta resposta, Jesus convida em primeiro lugar os seus interlocutores - e tamb&eacute;m n&oacute;s - a pensar que esta dimens&atilde;o terrena em que vivemos agora n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica, mas existe outra, j&aacute; n&atilde;o sujeita &agrave; morte, na qual se manifestar&aacute; plenamente que somos filhos de Deus. &Eacute; motivo de grande conforto e esperan&ccedil;a escutar esta palavra de Jesus, simples e clara, sobre a vida para al&eacute;m da morte; precisamos dela especialmente no nosso tempo, t&atilde;o rico em conhecimento do universo, mas t&atilde;o pobre em sabedoria sobre a vida eterna.</p> 
<p>Esta certeza clara de Jesus sobre a Ressurrei&ccedil;&atilde;o baseia-se inteiramente na <i> fidelidade de Deus</i>, que &eacute; o Deus da vida. De facto, a pergunta dos saduceus esconde uma quest&atilde;o mais profunda: n&atilde;o s&oacute; de quem ser&aacute; esposa a vi&uacute;va de sete maridos, mas <i>de quem ser&aacute; a sua vida</i>. &Eacute; uma d&uacute;vida que diz respeito ao homem de todos os tempos e tamb&eacute;m a n&oacute;s: depois desta peregrina&ccedil;&atilde;o terrena, o que ser&aacute; da nossa vida? Pertencer&aacute; ao nada, &agrave; morte? </p> 
<p> Jesus responde que a vida <i>pertence a Deus</i>, que nos ama e se preocupa muito connosco, a ponto de ligar o seu nome com o nosso: Ele &eacute; &laquo;o Deus de Abra&atilde;o, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. Ora, Deus n&atilde;o &eacute; Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos est&atilde;o vivos&raquo;. (vv. 37-38). A vida <i> subsiste onde h&aacute; v&iacute;nculo</i>, comunh&atilde;o, fraternidade; e &eacute; uma vida mais forte do que a morte quando se constr&oacute;i sobre verdadeiras rela&ccedil;&otilde;es e v&iacute;nculos de fidelidade. Pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o h&aacute; vida quando se tem a pretens&atilde;o de pertencer apenas a si mesmo e de viver como ilhas: nestas atitudes prevalece a morte. &Eacute; ego&iacute;smo. Se eu viver para mim, estou a semear a morte no meu cora&ccedil;&atilde;o. </p> 
<p> Que a Virgem Maria nos ajude a viver cada dia na perspetiva do que recitamos na parte final do Credo: &quot;Creio... na ressurrei&ccedil;&atilde;o da carne e na vida eterna&raquo;. Esperar o al&eacute;m.</p> 
<p></p> 
<hr color="#C0C0C0" width="75%" size="1" /> 
<p><b>Depois do Angelus</b></p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s! </i> </p> 
<p> Ontem, em Granada, Espanha, foi proclamada Beata Maria Em&iacute;lia Riquelme y Zayas, fundadora das Irm&atilde;s Mission&aacute;rias do Sant&iacute;ssimo Sacramento e de Maria Imaculada. E hoje, em Braga, Portugal, celebra-se uma Missa de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pela canoniza&ccedil;&atilde;o equipolente de S&atilde;o Bartolomeu Fernandes dos M&aacute;rtires. A nova Beata foi exemplar no fervor da adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica e generosa no servi&ccedil;o aos mais necessitados; enquanto o novo Santo foi um grande evangelizador e pastor do seu povo. Vamos aplaudir os dois Beatos!</p> 
<p> Dirijo um pensamento especial ao querido povo do Sud&atilde;o do Sul, que visitarei no pr&oacute;ximo ano. Com a mem&oacute;ria ainda viva do retiro espiritual para as autoridades do pa&iacute;s, realizado no Vaticano em abril passado, desejo renovar o meu convite a todas as partes no processo pol&iacute;tico nacional para buscar o que une e superar o que divide, num esp&iacute;rito de verdadeira fraternidade. O povo sudan&ecirc;s do Sul sofreu demasiado nos &uacute;ltimos anos e aguarda com grande esperan&ccedil;a um futuro melhor, especialmente o fim definitivo dos conflitos e uma paz duradoura. Por isso, exorto os respons&aacute;veis a continuarem, incansavelmente, o seu empenho num di&aacute;logo inclusivo em busca de um consenso para o bem da na&ccedil;&atilde;o. Espero tamb&eacute;m que a comunidade internacional n&atilde;o deixe de acompanhar o Sud&atilde;o do Sul no caminho da reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional. Convido-vos a todos a rezar juntos por este pa&iacute;s, pelo qual tenho um afeto especial. <i>[Ave Maria]</i></p> 
<p>Desejo tamb&eacute;m confiar &agrave;s vossas ora&ccedil;&otilde;es a situa&ccedil;&atilde;o da minha amada Bol&iacute;via, perto da minha p&aacute;tria. Apelo a todos os bolivianos, em particular aos atores pol&iacute;ticos e sociais, para que esperem com esp&iacute;rito construtivo e sem condi&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias, num clima de paz e serenidade, pelos resultados do processo de revis&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es, atualmente em curso. Em paz.</p> 
<p> Hoje, na It&aacute;lia, celebramos o Dia Nacional de A&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;aspelos frutos da terra e do trabalho. Associo-me aos Bispos para recordar a forte liga&ccedil;&atilde;o entre p&atilde;o e trabalho, desejando pol&iacute;ticas de emprego corajosas que tenham em conta a dignidade e a solidariedade e previnam os riscos de corrup&ccedil;&atilde;o. Que n&atilde;o exploremos os trabalhadores, que haja trabalho para todos, mas trabalho real, n&atilde;o trabalho escravo.</p> 
<p> Agrade&ccedil;o a todos v&oacute;s, provenientes de Roma, da It&aacute;lia e de muitas partes do mundo. Sa&uacute;do os peregrinos de Haaren (Alemanha), Darwin (Austr&aacute;lia) e os estudantes de Neuilly (Fran&ccedil;a), assim como os fi&eacute;is da diocese de Piacenza-Bobbio, Bianz&egrave; e Burano. </p> 
<p> Desejo a todos um feliz domingo. Por favor, n&atilde;o vos esque&ccedil;ais de rezar por mim. Obrigado. Bom almo&ccedil;o e at&eacute; &agrave; vista!</p> 
<p></p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Audiência Geral de 6 de novembro de 2019]]></title><pubDate>Wed, 06 Nov 2019 09:30:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191106_udienza-generale.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191106_udienza-generale.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 06 Nov 2019 09:59:51 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>AUDI&Ecirc;NCIA GERAL</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S. Pedro<br /> Quarta-feira, 6 de novembro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/6/udienzagenerale.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><b><i>Locutor: </i></b></p> 
<p>Nos Atos dos Ap&oacute;stolos, ap&oacute;s as provas que experimentou em Filipos, Tessal&ocirc;nica e Ber&eacute;ia, Paulo chega a Atenas, no cora&ccedil;&atilde;o da Gr&eacute;cia. Embora fosse uma cidade que vivia &agrave; sombra de suas gl&oacute;rias do passado, Atenas ainda conservava o primado da cultura. Aqui, apesar de ficar revoltado com a idolatria, o Ap&oacute;stolo procura ver o mundo pag&atilde;o n&atilde;o com hostilidade, mas com os olhos da f&eacute;. De modo concreto, no Are&oacute;pago, s&iacute;mbolo da vida cultural e pol&iacute;tica, pronuncia um discurso que, partindo da exist&ecirc;ncia de um altar dedicado a um “deus desconhecido”, anunciava aos atenienses a identidade daquele que adoravam sem conhecer: o Deus &uacute;nico e verdadeiro, que a f&eacute; b&iacute;blica ensina ser o criador e salvador do mundo. Por&eacute;m ao ouvir falar da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, muitos ouvintes acabam perdendo o interesse. N&atilde;o se tratou, contudo, de um fracasso: para al&eacute;m do fato de que alguns se converteram, Paulo nos deixou um exemplo extraordin&aacute;rio de incultura&ccedil;&atilde;o da mensagem evang&eacute;lica e da import&acirc;ncia de se construir pontes com a cultura.</p> 
<p><b><i>Santo Padre</i></b><i>:</i></p> 
<p>Rivolgo un cordiale saluto ai pellegrini di lingua portoghese, in particolare ai membri <i>dell’Associa&ccedil;&atilde;o de Imprensa de Inspira&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;</i>, di Portogallo, e ai fedeli brasiliani di Niter&oacute;i. Cari amici, in questo mese di novembre, siamo invitati a pregare per i defunti. Guidati dalla fede nella comunione dei Santi, cercate di affidare a Dio, specialmente nell’Eucaristia, i vostri familiari, amici e conoscenti deceduti, sentendoli vicini nella grande compagnia spirituale della Chiesa. Dio vi benedica a tutti!</p> 
<p><b>Locutor: </b></p> 
<p>Dirijo uma sauda&ccedil;&atilde;o cordial aos peregrinos de l&iacute;ngua portuguesa, especialmente os membros da Associa&ccedil;&atilde;o de Imprensa de Inspira&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, de Portugal, e os fi&eacute;is brasileiros de Niter&oacute;i. Queridos amigos, neste m&ecirc;s de novembro, somos convidados a rezar pelos defuntos. Guiados pela f&eacute; na comunh&atilde;o dos Santos, procurai encomendar a Deus, sobretudo na Eucaristia, os vossos familiares, amigos e conhecidos falecidos, sentindo a proximidade deles na grande companhia espiritual da Igreja. Que Deus vos aben&ccedil;oe a todos!</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Santa Missa em Sufrágio pelos Cardeais e Bispos falecidos no último ano (4 de novembro de 2019)]]></title><pubDate>Mon, 04 Nov 2019 11:30:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191104_omelia-suffragio-defunti.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191104_omelia-suffragio-defunti.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 04 Nov 2019 12:53:43 +0100 --> <p align="center"> <a href="http://www.vatican.va/news_services/liturgy/libretti/2019/20191104-libretto-suffragio-card-vesc-defunti.pdf"> SANTA MISSA EM SUFR&Aacute;GIO<br /> PELOS CARDEAIS E BISPOS FALECIDOS DURANTE O ANO</a></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>HOMILIA DO PAPA FRANCISCO</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Bas&iacute;lica Vaticana, Altar da C&aacute;tedra <br /> Segunda-feira, 4 de novembro de 2019</i></font></p> 
<p align="center"> [<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/4/messa-suffragio.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
<hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /> 
<p>&nbsp;</p> 
<p>As Leituras que escutamos lembram-nos que viemos ao mundo para ressuscitar: n&atilde;o nascemos para a morte, mas para a ressurrei&ccedil;&atilde;o. De facto j&aacute; desde agora, como escreve S&atilde;o Paulo, &laquo;a cidade a que pertencemos est&aacute; nos c&eacute;us&raquo; (<i>Flp</i> 3, 20); e Jesus diz, no Evangelho, que ressuscitaremos no &uacute;ltimo dia (cf. <i>Jo</i> 6, 40). E &eacute; o mesmo pensamento da ressurrei&ccedil;&atilde;o que sugere a Judas Macabeu – segundo a primeira Leitura – uma a&ccedil;&atilde;o muito boa e nobre (cf <i>2 Mac</i> 12, 43). Hoje podemos interrogar-nos tamb&eacute;m n&oacute;s: Que me sugere o pensamento da ressurrei&ccedil;&atilde;o? Como correspondo &agrave; minha voca&ccedil;&atilde;o para ressuscitar?</p> 
<p>Uma primeira ajuda, recebemo-la de Jesus que diz no Evangelho de hoje: &laquo;Quem <i> vier a Mim</i>, Eu n&atilde;o o rejeitarei&raquo; (<i>Jo</i> 6, 37). E formula este convite: &laquo;Vinde a Mim&raquo; (<i>Mt</i> 11, 28). Vamos a Jesus, o Vivente, para ser vacinados contra a morte, contra o medo de que tudo acabe. Vamos a Jesus: pode parecer uma banal e gen&eacute;rica exorta&ccedil;&atilde;o espiritual; mas tentemos concretiz&aacute;-la, interrogando-nos: Hoje, nos casos que me passaram pelas m&atilde;os no servi&ccedil;o, aproximei-me do Senhor? Fi-los motivo de di&aacute;logo com Ele? E, nas pessoas que encontrei, envolvi Jesus, levei-as a Ele na ora&ccedil;&atilde;o? Ou fiz tudo fechado nos meus pensamentos, limitando-me a regozijar-me com o que me sa&iacute;a bem e a lamentar-me do que resultava mal? Em resumo, vivo <i>a caminho do Senhor</i> ou girando sobre mim mesmo? Qual &eacute; a dire&ccedil;&atilde;o do meu caminho? Procuro apenas causar boa impress&atilde;o, defender a minha fun&ccedil;&atilde;o, os meus tempos e os meus espa&ccedil;os, ou vou ter com o Senhor?</p> 
<p>A frase de Jesus – <i>quem vier a Mim, Eu n&atilde;o o rejeitarei</i> – &eacute; intrigante; como se supusesse a expuls&atilde;o para o crist&atilde;o que n&atilde;o vai a Ele. Para a pessoa que acredita n&atilde;o h&aacute; via interm&eacute;dia: n&atilde;o se pode ser de Jesus e girar sobre si mesmo. Quem &eacute; de Jesus vive em sa&iacute;da para Ele.</p> 
<p>A vida &eacute;, toda ela, uma sa&iacute;da: do ventre da m&atilde;e para vir &agrave; luz, da inf&acirc;ncia para entrar na adolesc&ecirc;ncia e na juventude, da juventude para a vida adulta, etc… at&eacute; &agrave; sa&iacute;da deste mundo. Hoje, ao mesmo tempo que rezamos pelos nossos irm&atilde;os Cardeais e Bispos, que sa&iacute;ram desta vida para ir ao encontro do Ressuscitado, n&atilde;o podemos esquecer a sa&iacute;da mais importante e dif&iacute;cil, que d&aacute; sentido a todas as outras: a sa&iacute;da de n&oacute;s mesmos. S&oacute; saindo de n&oacute;s pr&oacute;prios &eacute; que abrimos a porta que leva ao Senhor. Pe&ccedil;amos esta gra&ccedil;a: &laquo;Senhor, quero vir a V&oacute;s atrav&eacute;s das estradas e dos companheiros de viagem de cada dia. Ajudai-me a sair de mim mesmo, para ir ao encontro de V&oacute;s, que sois a vida&raquo;.</p> 
<p>Um segundo pensamento alusivo &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o, gostaria de o tirar da primeira Leitura, do nobre gesto realizado a favor dos defuntos por Judas Macabeu. F&ecirc;-lo, como est&aacute; escrito, porque &laquo;acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem <i>com sentimentos de piedade</i>&raquo; (<i>2 Mac</i> 12, 45). Por outras palavras, s&atilde;o os sentimentos de piedade que geram uma bela recompensa. A piedade, a compaix&atilde;o pelos outros abre as portas da eternidade. Inclinar-se sobre os necessitados para os servir &eacute; antec&acirc;mara do para&iacute;so. De facto, como lembra S&atilde;o Paulo, se &laquo;o amor jamais passar&aacute;&raquo; (<i>1 Cor</i> 13, 8), ent&atilde;o este &eacute; precisamente a ponte que liga a terra ao C&eacute;u. Assim, podemos interrogar-nos se estamos a avan&ccedil;ar por esta ponte: Deixo-me comover pela situa&ccedil;&atilde;o duma pessoa que passa necessidade? Sei chorar por quem sofre? Rezo por aqueles em quem ningu&eacute;m pensa? Ajudo algu&eacute;m mesmo que nada possua para me restituir? N&atilde;o se trata de sermos bonzinhos, n&atilde;o &eacute; caridade mesquinha; &eacute; quest&atilde;o de vida, quest&atilde;o de ressurrei&ccedil;&atilde;o.</p> 
<p>Finalmente um terceiro est&iacute;mulo tendo em vista a ressurrei&ccedil;&atilde;o, tiro-o dos <i> Exerc&iacute;cios Espirituais</i>, quando Santo In&aacute;cio sugere para, antes de tomar uma decis&atilde;o importante, nos imaginarmos na presen&ccedil;a de Deus no fim dos nossos dias, ou seja, naquela chamada inadi&aacute;vel a comparecer, no ponto de chegada para todos, para todos n&oacute;s. Pois bem, enfrentada nessa perspetiva, cada op&ccedil;&atilde;o de vida ser&aacute; bem orientada, porque est&aacute; mais pr&oacute;xima da ressurrei&ccedil;&atilde;o, que &eacute; o sentido e o objetivo da vida. Tal como a partida se calcula a partir da meta, como a sementeira se julga a partir da colheita, assim tamb&eacute;m a vida se julga bem a partir do seu fim. Santo In&aacute;cio escreve: &laquo;Considerando como se me encontrasse no dia do julgamento, pensar como teria decidido ent&atilde;o sobre o presente; e a regra que eu gostaria de ter seguido ent&atilde;o, tom&aacute;-la agora&raquo; (<i>Exerc&iacute;cios Espirituais</i>, 187). Pode ser um exerc&iacute;cio &uacute;til ver a realidade com os olhos do Senhor, e n&atilde;o apenas com os nossos; para ter um olhar projetado para o futuro, para a ressurrei&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o apenas fixo no hoje que passa; para realizar op&ccedil;&otilde;es que tenham o sabor da eternidade, o gosto do amor.</p> 
<p>Saio de mim, cada dia, para ir ter com o Senhor? Tenho sentimentos e gestos de piedade para com os necessitados? As decis&otilde;es importantes, tomo-as na presen&ccedil;a de Deus? Deixemo-nos provocar ao menos por um destes tr&ecirc;s est&iacute;mulos. Ficaremos mais sintonizados com o desejo de Jesus, no Evangelho de hoje, que &eacute; n&atilde;o perder nenhum daqueles que o Pai Lhe deu (cf. <i>Jo</i> 6, 39). Por entre as in&uacute;meras vozes do mundo que fazem perder o sentido da exist&ecirc;ncia, sintonizemo-nos com a vontade de Jesus, ressuscitado e vivo: fa&ccedil;amos do dia de hoje que vivemos um alvorecer de ressurrei&ccedil;&atilde;o.</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Aos participantes na Conferência da Federação Internacional das Universidades Católicas (4 de novembro de 2019)]]></title><pubDate>Mon, 04 Nov 2019 10:15:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/november/documents/papa-francesco_20191104_dirigenti-universita.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/november/documents/papa-francesco_20191104_dirigenti-universita.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 04 Nov 2019 13:17:43 +0100 --> <p> &nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Angelus, 3 de novembro de 2019]]></title><pubDate>Sun, 03 Nov 2019 12:00:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191103.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191103.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 04 Nov 2019 10:42:29 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>A</i></b></font><font color="#663300"><b><i><font size="4">NGELUS</font></i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro<br /> Domingo, 3 de novembro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/3/angelus.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, bom dia!</i></p> 
<p>O Evangelho de hoje (cf. <i>Lc</i> 19, 1-10) coloca-nos na senda de Jesus que, a caminho de Jerusal&eacute;m, parou em Jeric&oacute;. Havia uma grande multid&atilde;o a receb&ecirc;-lo, incluindo um homem chamado Zaqueu, chefe dos “publicanos”, isto &eacute;, daqueles judeus que cobravam impostos em nome do Imp&eacute;rio Romano. Ele era rico n&atilde;o gra&ccedil;as a ganhos honestos, mas porque pedia um “suborno”, e isso aumentava o seu desprezo por ele. Zaqueu &laquo;procurava ver quem era Jesus&raquo; (v. 3); n&atilde;o queria encontr&aacute;-lo, mas era curioso: queria ver aquele personagem de quem tinha ouvido dizer coisas extraordin&aacute;rias. Era curioso! E dado que era de baixa estatura, &laquo;para o poder ver&raquo; (v. 4) sobe a uma &aacute;rvore. Quando Jesus se aproxima, olha para cima e v&ecirc;-o (cf. v. 5).</p> 
<p>E isto &eacute; importante: o primeiro olhar n&atilde;o &eacute; de Zaqueu, mas de Jesus que, entre os numerosos rostos que o rodeavam – a multid&atilde;o –&nbsp; procura precisamente o dele. O olhar misericordioso do Senhor alcan&ccedil;a-nos antes que n&oacute;s mesmos percebamos que precisamos de ser salvos. E com esse olhar do Mestre divino come&ccedil;a o milagre da convers&atilde;o do pecador. Com efeito, Jesus chama-o e chama-o pelo nome: &laquo;Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa&raquo; (v. 5). N&atilde;o o censura, n&atilde;o lhe faz um “serm&atilde;o”; diz-lhe que <i>tem </i>de ficar com ele: “tem”, porque &eacute; a vontade do Pai. Apesar do murm&uacute;rio do povo, Jesus escolheu ficar na casa daquele pecador p&uacute;blico.</p> 
<p>Tamb&eacute;m n&oacute;s ter&iacute;amos ficado escandalizados com este comportamento de Jesus. Mas o desprezo e o fechamento em rela&ccedil;&atilde;o ao pecador apenas o isola e o endurece no mal que faz contra si mesmo e contra a comunidade. Ao contr&aacute;rio, Deus condena o pecado, mas procura salvar o pecador, vai procur&aacute;-lo para o reconduzir ao caminho reto. Quem nunca se sentiu procurado pela miseric&oacute;rdia de Deus tem dificuldade de compreender a extraordin&aacute;ria grandeza dos gestos e das palavras com que Jesus se aproxima de Zaqueu.</p> 
<p>O acolhimento e a aten&ccedil;&atilde;o de Jesus para com aquele homem levaram-no a uma clara mudan&ccedil;a de mentalidade: num instante ele percebeu como &eacute; mesquinha uma vida tomada pelo dinheiro, &agrave; custa de roubar aos outros e receber o seu desprezo. Ter o Senhor ali, na sua casa, faz com que ele veja tudo com outros olhos, at&eacute; com um pouco da ternura com que Jesus olhou para ele. E a sua maneira de ver e usar o dinheiro tamb&eacute;m muda: o gesto de se apoderar &eacute; substitu&iacute;do pelo de oferecer. Com efeito, ele decide dar metade do que possui aos pobres e devolver o qu&aacute;druplo a quantos roubou (cf. v. 8). Zaqueu descobre de Jesus que &eacute; poss&iacute;vel amar gratuitamente: era mesquinho, agora torna-se generoso; gostava de acumular, agora alegra-se em distribuir. Ao encontrar o Amor, descobrindo que &eacute; amado apesar dos seus pecados, torna-se capaz de amar os outros, fazendo do dinheiro um sinal de solidariedade e de comunh&atilde;o.</p> 
<p>Que a Virgem Maria nos obtenha a gra&ccedil;a de sentir sempre o olhar misericordioso de Jesus sobre n&oacute;s, para que possamos encontrar com miseric&oacute;rdia aqueles que cometeram um erro, para que tamb&eacute;m eles possam acolher Jesus, que &laquo;veio procurar e salvar o que estava perdido&raquo; (v. 10).</p> 
<hr width="75%" size="1" /> 
<p><b>Depois do Angelus</b></p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!</i></p> 
<p>Entristece-me a viol&ecirc;ncia contra os crist&atilde;os da Igreja Ortodoxa Tewahedo da Eti&oacute;pia. Manifesto a minha proximidade a essa Igreja e ao seu Patriarca, querido irm&atilde;o Abuna Matthias, e pe&ccedil;o-vos que rezeis por todas as v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia naquela terra. <br /> Rezemos juntos: “Ave Maria...”.</p> 
<p>Gostaria de apresentar os meus sinceros agradecimentos ao Munic&iacute;pio e &agrave; Diocese de San Severo, na Puglia, pela assinatura do memorando de entendimento, na passada segunda-feira, 28 de outubro, que permitir&aacute; aos trabalhadores dos chamados “guetos da Capitanata”, na regi&atilde;o de Foggia, obter um domic&iacute;lio nas par&oacute;quias e a inscri&ccedil;&atilde;o no cart&oacute;rio municipal. A possibilidade de dispor de documentos de identidade e de resid&ecirc;ncia proporcionar-lhes-&aacute; uma nova dignidade e permitir-lhes-&aacute; sair de uma situa&ccedil;&atilde;o de irregularidade e explora&ccedil;&atilde;o. Muito obrigado ao Munic&iacute;pio e a todos aqueles que trabalharam neste plano.</p> 
<p>A todos v&oacute;s, romanos e peregrinos, dirijo a minha cordial sauda&ccedil;&atilde;o. Em particular, sa&uacute;do as Corpora&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas dos Sch&uuml;tzen e dos Cavaleiros de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, de v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus; e os fi&eacute;is de Lordelo de Ouro (Portugal). </p> 
<p>Sa&uacute;do os grupos de Reggio Calabria, Treviso, Pescara e Sant'Eufemia di Aspromonte; sa&uacute;do os jovens de Modena que receberam a Confirma&ccedil;&atilde;o; de Petosino, diocese de Bergamo; e os escoteiros que vieram de bicicleta de Viterbo. Sa&uacute;do os membros do movimento Hakuna, da Espanha.</p> 
<p>Desejo a todos um feliz domingo. Por favor, n&atilde;o vos esque&ccedil;ais de rezar por mim. Bom almo&ccedil;o e at&eacute; &agrave; vista!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Celebração da Santa Missa na Comemoração dos Fiéis Defuntos (Catacumbas de Priscila na Via Salária, 2 de novembro de 2019)]]></title><pubDate>Sat, 02 Nov 2019 16:00:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191102_omelia-defunti.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191102_omelia-defunti.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 06 Nov 2019 17:41:54 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">SANTA MISSA NA COMEMORA&Ccedil;&Atilde;O DOS FI&Eacute;IS DEFUNTOS</font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>HOMILIA DO PAPA FRANCISCO</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Catacumbas de Priscila na Via Sal&aacute;ria<br /> S&aacute;bado, 2 de novembro de 2019</i></font></p> 
<p align="center"> [<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/2/messa-defunti.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
<hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" />&nbsp;
<p>A celebra&ccedil;&atilde;o da festa de todos os mortos numa catacumba — para mim &eacute; a primeira vez na vida que entro numa catacumba, &eacute; uma surpresa — diz-nos tantas coisas. Podemos pensar na vida dessas pessoas, que tiveram que se esconder, que tiveram essa cultura de enterrar os mortos e celebrar a Eucaristia aqui... &Eacute; um momento de m&aacute; hist&oacute;ria, mas que n&atilde;o foi superado: ainda hoje h&aacute; alguns. H&aacute; muitos deles. Muitas catacumbas em outros pa&iacute;ses, onde at&eacute; t&ecirc;m que fingir ter uma festa ou um anivers&aacute;rio para celebrar a Eucaristia, porque nesse lugar &eacute; proibido fazer isso. Ainda hoje h&aacute; crist&atilde;os perseguidos, mais do que nos primeiros s&eacute;culos. Isto — as catacumbas, a persegui&ccedil;&atilde;o, os crist&atilde;os — e estas Leituras fazem-me pensar em tr&ecirc;s palavras: identidade, lugar e esperan&ccedil;a.</p> 
<p>A identidade destas pessoas que aqui se reuniram para celebrar a Eucaristia e louvar o Senhor &eacute; a mesma que a dos nossos irm&atilde;os de hoje em muitos, muitos pa&iacute;ses onde ser crist&atilde;o &eacute; um crime, &eacute; proibido, n&atilde;o t&ecirc;m direito. O mesmo. A identidade &eacute; esta que ouvimos: s&atilde;o as Bem-Aventuran&ccedil;as. A identidade do crist&atilde;o &eacute; esta: as Bem-Aventuran&ccedil;as. N&atilde;o h&aacute; outro. Se fizeres isto, se viveres assim, &eacute;s crist&atilde;o. “N&atilde;o, mas olha, eu perten&ccedil;o a essa associa&ccedil;&atilde;o, a essa outra... eu sou deste movimento...”. Sim, sim, sim, todas estas coisas s&atilde;o boas, mas s&atilde;o fantasias diante desta realidade. O teu documento de identidade &eacute; este [indica o Evangelho], e se n&atilde;o o tiveres, de nada servem os movimentos ou outras perten&ccedil;as. Ou vives assim, ou n&atilde;o &eacute;s crist&atilde;o. Simplesmente! O Senhor disse isto. “Sim, mas n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, n&atilde;o sei como viver assim...”. H&aacute; outra passagem do Evangelho que nos ajuda a entender melhor isto, e aquele trecho do Evangelho ser&aacute; tamb&eacute;m o “grande protocolo” segundo o qual seremos julgados. &Eacute; Mateus 25. Com estas duas passagens do Evangelho, das Bem-Aventuran&ccedil;as e do grande protocolo, mostraremos, vivendo isto, a nossa identidade de crist&atilde;os. Sem isto n&atilde;o h&aacute; identidade. H&aacute; a fic&ccedil;&atilde;o de ser crist&atilde;o, mas n&atilde;o a identidade.</p> 
<p>Esta &eacute; a identidade do crist&atilde;o. A segunda palavra: o lugar. Aquelas pessoas que vieram aqui para esconder, para estar a salvo, at&eacute; para enterrar os mortos; e aquelas pessoas que hoje celebram a Eucaristia secretamente, nos pa&iacute;ses onde isso &eacute; proibido... Penso naquela religiosa na Alb&acirc;nia que estava num campo de reeduca&ccedil;&atilde;o, na &eacute;poca comunista, e aos sacerdotes era proibido distribuir os sacramentos, e aquela religiosa batizava secretamente. As pessoas, os crist&atilde;os sabiam que aquela religiosa batizava e as m&atilde;es aproximavam-se dela com os filhos; mas ela n&atilde;o tinha um copo, algo onde colocar a &aacute;gua... Ent&atilde;o fazia-o com o sapato: tirava a &aacute;gua do rio e batizava com o sapato. O lugar do crist&atilde;o est&aacute; um pouco em toda a parte, n&atilde;o temos um lugar privilegiado na vida. Alguns querem t&ecirc;-lo, s&atilde;o crist&atilde;os “qualificados”. Mas eles correm o risco de ficar com o “qualificados” e abandonar o “crist&atilde;o”. Qual &eacute; o lugar dos crist&atilde;os? &laquo;As almas dos justos est&atilde;o nas m&atilde;os de Deus&raquo; (<i>Sb</i> 3, 1): o lugar do crist&atilde;o est&aacute; nas m&atilde;os de Deus, onde Ele quiser. As m&atilde;os de Deus, que s&atilde;o feridas, que s&atilde;o as m&atilde;os do seu Filho que quis levar consigo as feridas para que fossem vistas pelo Pai e intercedessem por n&oacute;s. O lugar do crist&atilde;o &eacute; na intercess&atilde;o de Jesus diante do Pai. Nas m&atilde;os de Deus. E a&iacute; temos a certeza, o que acontece, at&eacute; a cruz. A nossa identidade [o Evangelho indica] diz que seremos aben&ccedil;oados se nos perseguirem, se disserem tudo contra n&oacute;s; mas se estivermos nas m&atilde;os de Deus feridos de amor, estamos certos. Esta &eacute; a nossa casa. E hoje podemos perguntar-nos: mas onde me sinto mais seguro? Nas m&atilde;os de Deus ou com outras coisas, com outras certezas que “emprestamos” mas que no final decair&atilde;o, que n&atilde;o t&ecirc;m consist&ecirc;ncia? Estes crist&atilde;os, com este bilhete de identidade, que viveram e vivem nas m&atilde;os de Deus, s&atilde;o homens e mulheres de esperan&ccedil;a. E esta &eacute; a terceira palavra que me vem hoje: esperan&ccedil;a. Ouvimo-lo na segunda leitura: aquela vis&atilde;o final onde tudo &eacute; refeito, onde tudo &eacute; recriado, aquela p&aacute;tria onde todos n&oacute;s iremos. E para entrar l&aacute; voc&ecirc; n&atilde;o precisa de coisas estranhas, voc&ecirc; n&atilde;o precisa de atitudes sofisticadas: voc&ecirc; s&oacute; precisa mostrar sua carteira de identidade: “Tudo bem, v&aacute; em frente”. A nossa esperan&ccedil;a est&aacute; no c&eacute;u, nossa esperan&ccedil;a est&aacute; ancorada ali e n&oacute;s, com a corda nas nossas m&atilde;os, nos apoiamos olhando para aquela margem do rio que temos que atravessar.</p> 
<p>Identidade: Bem-Aventuran&ccedil;as e Mateus 25. Lugar: o lugar mais seguro, nas m&atilde;os de Deus, cheio de amor. Esperan&ccedil;a, futuro: a &acirc;ncora, ali, na outra margem, mas eu bem me agarro &agrave; corda. Isto &eacute; importante, sempre agarrado &agrave; corda! Muitas vezes s&oacute; veremos a corda, nem mesmo a &acirc;ncora, nem mesmo a outra margem; mas tu, agarrado &agrave; corda, chegar&aacute;s a salvo!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Angelus, 1º de novembro de 2019, Solenidade de todos os Santos]]></title><pubDate>Fri, 01 Nov 2019 12:00:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191101.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191101.html</guid><description><![CDATA[<!-- Sat, 02 Nov 2019 09:25:13 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">SOLEENIDADE DE TODOS OS SANTOS</font></p> 
<p align="center"><b><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></b></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><b><i><font size="4">ANGELUS</font></i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro<br /> Sexta-feira, 1&ordm; de novembro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/1/angelus.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, bom dia!</i></p> 
<p>A hodierna solenidade de Todos os Santos recorda-nos que todos somos chamados &agrave; santidade. Os Santos e as Santas de todos os tempos, que hoje todos n&oacute;s celebramos juntos, n&atilde;o s&atilde;o simplesmente s&iacute;mbolos, seres humanos distantes, inalcan&ccedil;&aacute;veis. Pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o pessoas que viveram com os p&eacute;s no ch&atilde;o; experimentaram a fadiga di&aacute;ria da exist&ecirc;ncia com os seus sucessos e fracassos, encontrando no Senhor a for&ccedil;a para se levantar sempre e continuar o caminho. Daqui podemos compreender que a santidade &eacute; uma meta que n&atilde;o pode ser alcan&ccedil;ada apenas com as pr&oacute;prias for&ccedil;as, mas &eacute; o fruto da gra&ccedil;a de Deus e da nossa resposta livre a ela. Portanto, a santidade &eacute; <i>dom</i> e <i> chamada</i>.</p> 
<p>Como gra&ccedil;a de Deus, isto &eacute;, o seu<i> dom</i>, &eacute; algo que n&atilde;o podemos comprar nem trocar, mas acolher, participando assim na mesma vida divina atrav&eacute;s do Esp&iacute;rito Santo que habita em n&oacute;s desde o dia do nosso Batismo. A semente da santidade &eacute; precisamente o Batismo. Trata-se de amadurecer cada vez mais a consci&ecirc;ncia de que estamos enxertados em Cristo, porque o ramo est&aacute; unido &agrave; videira, e por isso podemos e devemos viver com Ele e n'Ele como filhos de Deus. Assim, a santidade &eacute; viver em plena comunh&atilde;o com Deus, desde agora, durante esta peregrina&ccedil;&atilde;o terrena. </p> 
<p>Mas a santidade, al&eacute;m de ser dom, &eacute; tamb&eacute;m <i>chamada</i>, &eacute; voca&ccedil;&atilde;o comum de todos n&oacute;s crist&atilde;os, dos disc&iacute;pulos de Cristo; &eacute; o caminho de plenitude que cada crist&atilde;o &eacute; chamado a percorrer na f&eacute;, caminhando para a meta final: a comunh&atilde;o definitiva com Deus na vida eterna. A santidade torna-se assim uma resposta ao dom de Deus, porque se manifesta como uma assun&ccedil;&atilde;o de responsabilidade. Nesta perspetiva, &eacute; importante assumir um compromisso quotidiano de santifica&ccedil;&atilde;o nas condi&ccedil;&otilde;es, deveres e circunst&acirc;ncias da nossa vida, procurando viver tudo com amor e caridade.</p> 
<p>Os Santos que celebramos hoje na liturgia s&atilde;o irm&atilde;os e irm&atilde;s que admitiram na sua vida que precisavam desta luz divina, abandonando-se a ela com confian&ccedil;a. E agora, diante do trono de Deus (cf. <i>Ap</i> 7, 15), cantam a sua gl&oacute;ria para sempre. Eles constituem a “Cidade Santa”, para a qual olhamos com esperan&ccedil;a, como nossa meta definitiva, enquanto somos peregrinos nesta “cidade terrestre”. Caminhamos para aquela “cidade santa” onde estes santos irm&atilde;os e irm&atilde;s nos esperam. &Eacute; verdade, estamos cansados pela aspereza do caminho, mas a esperan&ccedil;a d&aacute;-nos a for&ccedil;a para avan&ccedil;ar. Olhando para a vida deles, somos estimulados a imit&aacute;-los. Entre eles h&aacute; muitas testemunhas de uma santidade da porta ao lado, &laquo;daqueles que vivem perto de n&oacute;s e s&atilde;o um reflexo da presen&ccedil;a de Deus&raquo; (Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html#Os_santos_ao_p&eacute;_da_porta"> <i>Gaudete et exsultate</i>, 7</a>). </p> 
<p>Irm&atilde;os e irm&atilde;s, a mem&oacute;ria dos Santos leva-nos a erguer os olhos para o C&eacute;u: n&atilde;o para esquecer as realidades da terra, mas para as enfrentar com mais coragem e mais esperan&ccedil;a. Que Maria, nossa M&atilde;e Sant&iacute;ssima, nos acompanhe com a sua intercess&atilde;o materna, sinal de consola&ccedil;&atilde;o e de esperan&ccedil;a segura.</p> 
<hr color="#C0C0C0" width="75%" size="1" /> 
<p><b>Depois do Angelus</b></p> 
<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!</p> 
<p>Sa&uacute;do com afeto todos v&oacute;s, peregrinos da It&aacute;lia e de v&aacute;rios pa&iacute;ses, em particular os jovens da A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, que vieram com os seus educadores de muitas dioceses italianas, no cinquenten&aacute;rio da ACR. Um, dois, tr&ecirc;s... [cantam os jovens na pra&ccedil;a]. Sa&uacute;do os jovens da Reitoria de Mauges, Fran&ccedil;a; e os jovens de Carugate (Mil&atilde;o).</p> 
<p>Sa&uacute;do os atletas que participaram da Corrida dos Santos, organizada pela Funda&ccedil;&atilde;o “Miss&otilde;es Don Bosco” para ressaltar, tamb&eacute;m numa dimens&atilde;o de festa popular, o valor religioso da celebra&ccedil;&atilde;o de Todos os Santos. Agrade&ccedil;o a v&oacute;s e a quantos, nas par&oacute;quias e comunidades, promovem nestes dias iniciativas de ora&ccedil;&atilde;o para celebrar Todos os Santos e comemorar os defuntos. Estas duas festas crist&atilde;s recordam-nos o v&iacute;nculo que existe entre a Igreja da terra – que somos n&oacute;s - e a do c&eacute;u, entre n&oacute;s e os nossos entes queridos falecidos. </p> 
<p> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/11/2/messa-defunti.html">Amanh&atilde; &agrave; tarde irei celebrar a Eucaristia nas catacumbas de Priscila</a>, um dos lugares de sepultura dos primeiros crist&atilde;os de Roma. Nestes dias, em que, infelizmente, circulam tamb&eacute;m mensagens de cultura negativa sobre a morte e os mortos, convido-vos a n&atilde;o negligenciar, se poss&iacute;vel, uma visita e uma ora&ccedil;&atilde;o no cemit&eacute;rio. Ser&aacute; um ato de f&eacute;. </p> 
<p>E desejo-vos a todos uma feliz festa na companhia espiritual dos Santos. Por favor, n&atilde;o vos esque&ccedil;ais de rezar por mim. Bom almo&ccedil;o e adeus!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Mensagem Vídeo do Santo Padre por ocasião do IV Encontro Mundial dos jovens organizado pelas Scholas Occurrentes e World ORT [Cidade do México, 28-31 de outubro de 2019] (31 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Thu, 31 Oct 2019 20:30:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2019/documents/papa-francesco_20191031_videomessaggio-scholas-occurrentes.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2019/documents/papa-francesco_20191031_videomessaggio-scholas-occurrentes.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 06 Nov 2019 17:55:45 +0100 --> <p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>MENSAGEM V&Iacute;DEO DO PAPA FRANCISCO<br /> &nbsp;AOS PARTICIPANTES NO IV ENCONTRO MUNDIAL DOS JOVENS<br /> &nbsp;PROMOVIDO PELAS “SCHOLAS OCCURRENTES” E PELA WORLD ORT</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300">[CIDADE DO M&Eacute;XICO, 28-31 DE OUTUBRO DE 2019]</font></p> 
<p align="center"><b><font color="#663300">[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/31/videomessaggio-scholas-occurrentes.html">Multim&iacute;dia</a>]</font></b></p> 
<font color="#663300"> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> &nbsp;
<p>Queridos jovens de Scholas occurrentes, provenientes de muitas na&ccedil;&otilde;es do mundo, celebro convosco o <i>final</i> deste encontro. Quero estar ali, desejo permanecer ali, no <i>final.</i></p> 
<p>O que aconteceria a esta reuni&atilde;o se n&atilde;o houvesse um final? Talvez n&atilde;o fosse uma reuni&atilde;o. E o que seria desta vida, se tamb&eacute;m ela n&atilde;o tivesse o seu final?</p> 
<p>Sei que algu&eacute;m dir&aacute;: &laquo;Padre, n&atilde;o te tornes f&uacute;nebre&raquo;. Mas pensemos nisto. Sei de uma fonte certa que, durante toda a experi&ecirc;ncia, mantivestes viva a pergunta sobre a morte. Ali jogastes, pensastes e criastes, a partir das vossas diferen&ccedil;as.</p> 
<p>Pois bem, estou contente e agrade&ccedil;o-vos por isto, pois sabeis uma coisa? A pergunta sobre a morte &eacute; a pergunta sobre a vida, e manter aberta a pergunta sobre a morte, talvez seja a maior responsabilidade humana, para conservar aberta a pergunta sobre a vida. </p> 
<p>Assim como as palavras nascem do sil&ecirc;ncio e ali acabam, permitindo-nos ouvir os seus significados, o mesmo acontece com a vida. Talvez pare&ccedil;a um pouco paradoxal, mas... &eacute; a morte que permite que a vida permane&ccedil;a viva!</p> 
<p>&Eacute; o fim que nos faz escrever uma hist&oacute;ria, pintar um quadro, que faz com que dois corpos se abracem. Mas aten&ccedil;&atilde;o, o fim n&atilde;o est&aacute; somente no final. Talvez tenhamos de prestar aten&ccedil;&atilde;o a cada pequeno fim da vida quotidiana. N&atilde;o s&oacute; no final da narra&ccedil;&atilde;o, que nunca sabemos quando terminar&aacute;, mas tamb&eacute;m no final de cada palavra, no fim de cada sil&ecirc;ncio, de cada p&aacute;gina que escrevemos. S&oacute; uma vida consciente de que este momento acaba, consegue fazer com que este momento seja eterno.</p> 
<p>Por outro lado, a morte lembra-nos a impossibilidade de ser, de compreender e de incluir tudo. &Eacute; uma bofetada na nossa ilus&atilde;o de omnipot&ecirc;ncia. Ensina-nos que na vida nos devemos relacionar com o mist&eacute;rio. A confian&ccedil;a de saltar no vazio e saber que n&atilde;o ca&iacute;mos, que n&atilde;o afundamos; que desde sempre e para sempre h&aacute; algu&eacute;m que nos sust&eacute;m. Antes e depois do fim.</p> 
<p>O “n&atilde;o saber” desta pergunta &eacute; o lugar da fragilidade que nos abre &agrave; escuta e ao encontro com o outro; &eacute; este surgir da emo&ccedil;&atilde;o que nos convida a criar, e do sentido que nos re&uacute;ne para o celebrar. </p> 
<p>Em &uacute;ltima an&aacute;lise, em volta da quest&atilde;o da morte sempre se formaram — ao longo do tempo e em toda a terra — as diferentes comunidades, povos e culturas. As diversas narra&ccedil;&otilde;es que lutam em muitos recantos para se manter vivas, e outras que ainda n&atilde;o nasceram. Portanto, hoje, talvez mais do que nunca, temos que enfrentar esta quest&atilde;o. </p> 
<p>O mundo j&aacute; est&aacute; configurado, onde tudo &eacute; complicado n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para perguntas abertas. N&atilde;o &eacute; verdade? Isto &eacute; verdade, mas n&atilde;o &eacute; verdade. Este &eacute; o nosso mundo. Ele configurou-se e n&atilde;o h&aacute; lugar para a quest&atilde;o aberta. Num mundo que presta culto &agrave; autonomia, &agrave; autossufici&ecirc;ncia e &agrave; autorrealiza&ccedil;&atilde;o, parece que n&atilde;o h&aacute; lugar para o resto. O mundo dos projetos e da acelera&ccedil;&atilde;o infinita, da “rapidiza&ccedil;&atilde;o”, n&atilde;o permite interrup&ccedil;&otilde;es e, portanto, a cultura mundana que nos torna escravos procura anestesiar-nos para nos fazer esquecer o que significa deter-nos no final.</p> 
<p>Mas o esquecimento da morte &eacute; tamb&eacute;m o seu in&iacute;cio e, al&eacute;m disso, uma cultura que esquece a morte come&ccedil;a a morrer dentro. Aqueles que se esquecem da morte j&aacute; come&ccedil;aram a morrer.</p> 
<p>&Eacute; por isso que vos agrade&ccedil;o muito! Porque tivestes a coragem de fazer esta pergunta e experimentar com o corpo as tr&ecirc;s mortes que, esvaziando-nos, preenchem a vida: a morte de cada momento, a morte do ego e a morte de um mundo que cede o lugar a outro novo.</p> 
<p>Lembrai-vos, se a morte n&atilde;o tem a &uacute;ltima palavra, &eacute; porque na vida aprendemos a morrer pelo outro. </p> 
<p>Por fim, gostaria de agradecer de modo especial &agrave; World Ort, e a cada uma das pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que tornaram poss&iacute;vel esta atividade na qual a cultura do encontro parece tang&iacute;vel.</p> 
<p>E pe&ccedil;o por favor que cada um de v&oacute;s, cada um &agrave; sua maneira, cada um segundo as suas convic&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o se esque&ccedil;a de rezar por mim. Obrigado!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Audiência Geral de 30 de outubro de 2019: Catequese sobre os Atos dos Apóstolos - 14]]></title><pubDate>Wed, 30 Oct 2019 09:30:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191030_udienza-generale.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191030_udienza-generale.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 06 Nov 2019 18:03:45 +0100 --> <font color="#663300"> <p align="center">PAPA FRANCISCO</p> <p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>AUDI&Ecirc;NCIA GERAL</i></b></font></p> <p align="center"><i>Quarta-feira, 30 de outubro de 2019</i></p> <p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/30/udienzagenerale.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><b>Catequese sobre os Atos dos Ap&oacute;stolos - 14</b></p> 
<p><i>Bom dia, estimados irm&atilde;os e irm&atilde;s!</i></p> 
<p>Lendo os Atos dos Ap&oacute;stolos v&ecirc;-se que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; o protagonista da miss&atilde;o da Igreja: &eacute; Ele quem guia o caminho dos evangelizadores, mostrando-lhes a vereda a seguir.</p> 
<p>Vemos isto claramente no momento em que o Ap&oacute;stolo Paulo, ao chegar a Tr&oacute;ade, tem uma vis&atilde;o. Um Maced&oacute;nio suplica-lhe: &laquo;Vem &agrave; Maced&oacute;nia e ajuda-nos!&raquo; (<i>At </i>16, 9). O povo da Maced&oacute;nia do Norte &eacute; orgulhoso disto, muito orgulhoso de ter chamado Paulo, para que ele anunciasse Jesus Cristo. Lembro-me muito bem daquele bonito povo, que me recebeu com tanto entusiasmo: oxal&aacute; conserve a f&eacute; que Paulo lhe anunciou! O Ap&oacute;stolo n&atilde;o hesita e parte para a Maced&oacute;nia, certo de que &eacute; o pr&oacute;prio Deus que o envia, e chega a Filipos, &laquo;col&oacute;nia romana&raquo; (<i>At </i>16, 12) na Via Egn&aacute;cia, para pregar o Evangelho. Paulo passa ali v&aacute;rios dias. S&atilde;o tr&ecirc;s os acontecimentos que caraterizam a sua perman&ecirc;ncia em Filipos, naqueles tr&ecirc;s dias: tr&ecirc;s acontecimentos importantes. 1) A evangeliza&ccedil;&atilde;o e o batismo de L&iacute;dia e da sua fam&iacute;lia; 2) a pris&atilde;o que sofreu, com Silas, depois de ter exorcizado uma escrava explorada pelos seus senhores; 3) a convers&atilde;o e o batismo do seu carcereiro e da sua fam&iacute;lia. Vemos estes tr&ecirc;s epis&oacute;dios na vida de Paulo.</p> 
<p>O poder do Evangelho visa sobretudo as mulheres de Filipos, em particular L&iacute;dia, uma comerciante de p&uacute;rpura, na cidade de Tiatira, uma crente em Deus a quem o Senhor abre o cora&ccedil;&atilde;o &laquo;para aderir &agrave;s palavras de Paulo&raquo; (<i>At </i>16, 14). Com efeito, L&iacute;dia acolhe Cristo, recebe o Batismo com a sua fam&iacute;lia e hospeda <i>aqueles que pertencem a Cristo, </i>acolhendo Paulo e Silas na sua casa. Aqui temos o testemunho da chegada do cristianismo &agrave; Europa: o in&iacute;cio de um processo de incultura&ccedil;&atilde;o que continua at&eacute; hoje. Ele veio da Maced&oacute;nia.</p> 
<p>Depois do entusiasmo experimentado na casa de L&iacute;dia, Paulo e Silas t&ecirc;m que enfrentar a dureza da pris&atilde;o: passam da consola&ccedil;&atilde;o da convers&atilde;o de L&iacute;dia e da sua fam&iacute;lia para a desola&ccedil;&atilde;o do c&aacute;rcere, onde foram lan&ccedil;ados por terem libertado, em nome de Jesus, &laquo;uma serva que tinha um esp&iacute;rito de adivinha&ccedil;&atilde;o&raquo; e que &laquo;dava muito lucro aos seus senhores&raquo; com o trabalho de adivinha (<i>At </i>16, 16). Os seus senhores ganhavam muito dinheiro e aquela pobre escrava fazia o que os adivinhos fazem: adivinhava o futuro, lia as m&atilde;os — como diz a can&ccedil;&atilde;o, “prendi questa mano, zingara” [“pega nesta m&atilde;o, cigana”] — e as pessoas pagavam por isto. Prezados irm&atilde;os e irm&atilde;s, ainda hoje h&aacute; pessoas que pagam por isto. Lembro-me que na minha diocese, num parque muito grande, havia mais de 60 mesinhas, diante das quais estavam sentados os adivinhos e as adivinhas, que liam as m&atilde;os e as pessoas acreditavam nessas coisas! E pagavam. E isto acontecia tamb&eacute;m na &eacute;poca de S&atilde;o Paulo. Por retalia&ccedil;&atilde;o, os seus senhores denunciam Paulo e conduzem os Ap&oacute;stolos perante os magistrados com a acusa&ccedil;&atilde;o de desordem p&uacute;blica.</p> 
<p>Mas o que acontece? Paulo est&aacute; na pris&atilde;o e, durante a sua deten&ccedil;&atilde;o, verifica-se algo surpreendente. Est&aacute; desolado, mas em vez de se queixar, Paulo e Silas cantam louvores a Deus e este louvor desencadeia um poder que os liberta: durante a ora&ccedil;&atilde;o, um tremor de terra abala os fundamentos da pris&atilde;o, as portas abrem-se e as correntes de todos caem (cf. <i>At </i>16, 25-26). Como a ora&ccedil;&atilde;o de Pentecostes, tamb&eacute;m a prece recitada na pris&atilde;o provoca efeitos prodigiosos.</p> 
<p>Julgando que os prisioneiros tinham escapado, o carcereiro estava prestes a suicidar-se, pois quando um prisioneiro escapava, os carcereiros pagavam com a pr&oacute;pria vida; mas Paulo brada-lhe: &laquo;Estamos todos aqui!&raquo; (<i>At </i>16, 27-28). Ent&atilde;o, ele pergunta: &laquo;Que devo fazer para ser salvo?&raquo; (v. 30). A resposta &eacute;: &laquo;Acredita no Senhor Jesus, e assim tu e os teus sereis salvos&raquo; (v. 31). &Eacute; neste ponto que se verifica a mudan&ccedil;a: no meio da noite, o carcereiro e a sua fam&iacute;lia ouvem a palavra do Senhor, acolhem os Ap&oacute;stolos, lavam as suas feridas — porque tinham sido espancados — e, com a sua fam&iacute;lia, recebem o Batismo; ent&atilde;o, ele &laquo;entrega-se, com a fam&iacute;lia, &agrave; alegria de ter acreditado em Deus&raquo; (v. 34), prepara a mesa e convida Paulo e Silas a permanecer com eles: o momento da consola&ccedil;&atilde;o! No meio da noite deste carcereiro an&oacute;nimo, a luz de Cristo brilha e vence as trevas: as correntes do cora&ccedil;&atilde;o caem e, nele e na sua fam&iacute;lia, floresce uma alegria nunca experimentada. &Eacute; assim que o Esp&iacute;rito Santo cumpre a miss&atilde;o: desde o in&iacute;cio, do Pentecostes em diante, Ele &eacute; o protagonista da miss&atilde;o. E leva-nos adiante; devemos ser fi&eacute;is &agrave; voca&ccedil;&atilde;o que o Esp&iacute;rito nos impele a abra&ccedil;ar. Para anunciar o Evangelho!</p> 
<p>Pe&ccedil;amos tamb&eacute;m n&oacute;s hoje ao Esp&iacute;rito Santo um cora&ccedil;&atilde;o aberto, sens&iacute;vel a Deus e hospitaleiro para com os nossos irm&atilde;os, como o de L&iacute;dia, e uma f&eacute; arrojada, como a de Paulo e de Silas, e inclusive um cora&ccedil;&atilde;o aberto, como o do carcereiro que se deixa tocar pelo Esp&iacute;rito Santo.</p> 
<p>&nbsp;</p> 
<hr color="#C0C0C0" width="75%" size="1" /> 
<p><b>Sauda&ccedil;&otilde;es</b></p> 
<p>Dirijo uma cordial sauda&ccedil;&atilde;o aos peregrinos de l&iacute;ngua portuguesa, nomeadamente aos fi&eacute;is brasileiros de S&atilde;o Bernardo do Campo, Santo Andr&eacute; e Sorocaba. Agrade&ccedil;o a vossa presen&ccedil;a e encorajo-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho crist&atilde;o na sociedade. Deixai-vos guiar pelo Esp&iacute;rito Santo para crescerdes repletos dos seus frutos. De bom grado aben&ccedil;oo a v&oacute;s e aos vossos entes queridos!</p> 
<p>Sa&uacute;do cordialmente os peregrinos de l&iacute;ngua &aacute;rabe, de forma especial o grupo da escola das Irm&atilde;s de Nazar&eacute; de Haifa, na Terra Santa, e quantos vieram do M&eacute;dio Oriente. &Eacute; o Esp&iacute;rito Santo que anima a Igreja, guiando-a na sua miss&atilde;o. Tamb&eacute;m n&oacute;s recebemos este Esp&iacute;rito no Batismo e na Confirma&ccedil;&atilde;o. Se lhe abrirmos o cora&ccedil;&atilde;o e lhe permitirmos que nos guie, Ele conduzir-nos-&aacute; &agrave; salva&ccedil;&atilde;o da nossa alma e dar-nos-&aacute; a for&ccedil;a de anunciar o Evangelho, para a salva&ccedil;&atilde;o de todas as almas. O Senhor aben&ccedil;oe todos v&oacute;s e vos proteja sempre do maligno!</p> 
<p>Caros irm&atilde;os e irm&atilde;s, dirijo o meu pensamento ao amado Iraque, onde os protestos que tiveram lugar durante este m&ecirc;s causaram muitos mortos e feridos. Enquanto exprimo o meu pesar pelas v&iacute;timas e a minha proximidade &agrave;s suas fam&iacute;lias e aos feridos, convido as Autoridades a ouvir o grito das pessoas que reclamam uma vida digna e pac&iacute;fica. Exorto todos os iraquianos, com o apoio da Comunidade internacional, a percorrer o caminho do di&aacute;logo e da reconcilia&ccedil;&atilde;o, e a procurar as solu&ccedil;&otilde;es certas para os desafios e os problemas do pa&iacute;s. Rezo a fim de que o povo martirizado possa encontrar paz e estabilidade, depois de muitos anos de guerra, viol&ecirc;ncia e tanto sofrimento.</p> 
<p>Por fim, sa&uacute;do os jovens, os idosos, os doentes e os rec&eacute;m-casados. V&ecirc;-se que s&atilde;o numerosos... No encerramento do m&ecirc;s de outubro invocamos Maria, M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e. Aprendei a dirigir-vos a Ela, recitando o Ros&aacute;rio. Que Nossa Senhora seja o vosso apoio no caminho de seguimento do seu Filho, Jesus Cristo!</p> 
<p>&nbsp;</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Angelus, 27 de outubro de 2019]]></title><pubDate>Sun, 27 Oct 2019 12:00:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191027.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191027.html</guid><description><![CDATA[<!-- Tue, 29 Oct 2019 12:42:04 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><b><i><font size="4">ANGELUS</font></i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro<br /> Domingo, 27 de&nbsp; outubro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/27/angelus.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, bom dia! </i> </p> 
<p>A <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/27/messa-sinodovescovi.html">Missa celebrada esta manh&atilde;</a> em S&atilde;o Pedro encerrou a Assembleia Especial do S&iacute;nodo dos Bispos para a Regi&atilde;o pan-amaz&oacute;nica. A primeira leitura, do Livro do Eclesi&aacute;stico, recordou-nos o ponto de partida deste caminho: a invoca&ccedil;&atilde;o do pobre, que &laquo;penetrar&aacute; as nuvens&raquo;, porque &quot;o Senhor ouvir&aacute; a ora&ccedil;&atilde;o do oprimido&raquo; (<i>Ecli</i> 35, 17.13). O grito do pobre, juntamente com o grito da terra, veio at&eacute; n&oacute;s da Amaz&oacute;nia. Depois destas tr&ecirc;s semanas, n&atilde;o podemos fingir que n&atilde;o o ouvimos. As vozes dos pobres, juntamente com as de muitos outros dentro e fora da Assembleia sinodal - pastores, jovens, cientistas - impelem-nos a n&atilde;o ficar indiferentes. Ouvimos muitas vezes a frase &laquo;mais tarde &eacute; tarde demais&raquo;: esta frase n&atilde;o pode continuar a ser um slogan.</p> 
<p>O que foi o S&iacute;nodo? Foi, como diz a palavra, um<i> caminhar juntos</i>, confortados pela coragem e pelas consola&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m do Senhor. Caminh&aacute;mos fitando-nos nos olhos e ouvindo-vos com sinceridade, sem esconder dificuldades, experimentando a beleza de ir adiante juntos, para servir. O ap&oacute;stolo Paulo estimula-nos&nbsp; a isto na segunda leitura de hoje: num momento dram&aacute;tico para ele, quando sabe que &laquo;est&aacute; pronto para o sacrif&iacute;cio - isto &eacute;, justi&ccedil;ado - e que o tempo da sua partida j&aacute; se aproxima&raquo; (cf. <i>2 Tm</i> 4, 6), escreve, naquele momento: &laquo;O Senhor assistiu-me e deu-me for&ccedil;as, a fim de que a Palavra fosse anunciada por mim e os gentios a ouvissem&raquo; (v. 17). Este &eacute; o &uacute;ltimo desejo de Paulo: n&atilde;o algo para si mesmo ou para um dos seus, mas para o Evangelho, para que seja anunciado a todas as na&ccedil;&otilde;es. Isto vem antes de tudo e conta acima de tudo. Cada um de n&oacute;s deve ter-se perguntado muitas vezes o que fazer de bom pela pr&oacute;pria vida; hoje &eacute; o momento; perguntemo-nos: &laquo;Que posso eu fazer de bom pelo Evangelho?</p> 
<p>No S&iacute;nodo fizemos esta pergunta, desejando abrir novos caminhos ao an&uacute;ncio do Evangelho. S&oacute; se anuncia aquilo que se vive. E para viver de Jesus, para viver do Evangelho, &eacute; preciso sair de si mesmo. Sentimo-nos estimulados a fazer-nos ao largo, a deixar as margens confort&aacute;veis dos nossos portos seguros para entrar em &aacute;guas profundas: n&atilde;o nas &aacute;guas pantanosas das ideologias, mas no mar aberto onde o Esp&iacute;rito nos convida a lan&ccedil;ar as nossas redes.</p> 
<p>Para o caminho futuro, invoquemos a Virgem Maria, venerada e amada como Rainha da Amaz&oacute;nia. Tornou-se tal n&atilde;o conquistando, mas “inculturando-se”: com a humilde coragem da m&atilde;e, tornou-se protetora dos seus filhos, defensora dos oprimidos.<b> </b>Indo sempre ao encontro da cultura dos povos. N&atilde;o h&aacute; uma cultura padr&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; uma cultura pura, que purifique as outras; h&aacute; o Evangelho, puro, que &eacute; inculturado. A ela, que na casa pobre de Nazar&eacute; cuidava de Jesus, confiemos os filhos mais pobres e a nossa casa comum. </p> 
<hr color="#C0C0C0" width="75%" size="1" /> 
<p><b>Depois do Angelus</b></p> 
<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!</p> 
<p>Dirijo um pensamento especial ao querido povo liban&ecirc;s, em particular aos jovens, que nos &uacute;ltimos dias fizeram ouvir o seu grito perante os desafios e os problemas sociais, morais e econ&oacute;micos do pa&iacute;s. Exorto todos a procurarem as solu&ccedil;&otilde;es corretas no caminho do di&aacute;logo e rezo &agrave; Virgem Maria, Rainha do L&iacute;bano, para que, com o apoio da comunidade internacional, este pa&iacute;s continue a ser um lugar de conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica e de respeito pela dignidade e liberdade de cada pessoa, em benef&iacute;cio de toda a Regi&atilde;o do M&eacute;dio Oriente, que tanto sofre.</p> 
<p>Sa&uacute;do com afeto todos v&oacute;s, peregrinos de It&aacute;lia e de v&aacute;rios pa&iacute;ses, especialmente os de S&atilde;o Paulo, Brasil e da Pol&oacute;nia, assim como o grupo do “C&eacute;ntro Acad&eacute;mico Romano Fundaci&oacute;n”, de Espanha. </p> 
<p>Sa&uacute;do os Ap&oacute;stolos do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o, que recordam o centen&aacute;rio da sua funda&ccedil;&atilde;o; a comunidade S&iacute;rio-Malabar da Diocese de Patti; e os seminaristas da Diocese de Reggio Emilia-Guastalla, que esta manh&atilde; serviram a Missa na Bas&iacute;lica. E vejo tamb&eacute;m que os crismandos de Galzignano: sa&uacute;do-vos!</p> 
<p>Este &eacute; o &uacute;ltimo domingo de Outubro, o m&ecirc;s mission&aacute;rio, que este ano teve um car&aacute;ter extraordin&aacute;rio, e &eacute; tamb&eacute;m o m&ecirc;s do Ros&aacute;rio. Renovo o meu convite a rezar o ter&ccedil;o pela miss&atilde;o da Igreja hoje, especialmente pelos mission&aacute;rios e mission&aacute;rias que enfrentam as maiores dificuldades. E, ao mesmo tempo, continuemos a rezar o ter&ccedil;o pela paz. O Evangelho e a paz caminham de m&atilde;os dadas.</p> 
<p>Desejo a todos feliz domingo. Por favor, n&atilde;o vos esque&ccedil;ais de rezar por mim. Desejo-vos bom almo&ccedil;o e at&eacute; &agrave; vista!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Santa Missa na conclusão do Sínodo dos Bispos (27 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Sun, 27 Oct 2019 10:00:00 +0100</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191027_omelia-sinodovescovi-conclusione.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191027_omelia-sinodovescovi-conclusione.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 28 Oct 2019 10:32:53 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300"> <a href="http://www.vatican.va/news_services/liturgy/libretti/2019/20191027-libretto-chiusura-sinodo.pdf">SANTA MISSA NA CONCLUS&Atilde;O DO S&Iacute;NODO DOS BISPOS</a></font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>HOMILIA DO PAPA FRANCISCO</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Bas&iacute;lica Vaticana<br />XXX Domingo do Tempo Comum, 27 de outubro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/27/messa-sinodovescovi.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p>Hoje, a Palavra de Deus ajuda-nos a rezar por meio de tr&ecirc;s personagens: na par&aacute;bola de Jesus, rezam o fariseu e o publicano; na primeira Leitura, fala-se da ora&ccedil;&atilde;o do pobre.</p> 
<p>1. <i>A ora&ccedil;&atilde;o do fariseu</i> principia assim: &laquo;&Oacute; Deus, dou-Te gra&ccedil;as&raquo;. &Eacute; um &oacute;timo come&ccedil;o, porque a melhor ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a de gratid&atilde;o, &eacute; a de louvor. Mas olhemos o motivo – referido logo a seguir –, pelo qual d&aacute; gra&ccedil;as: &laquo;por n&atilde;o ser como o resto dos homens&raquo; (<i>Lc</i> 18, 11). E d&aacute; tamb&eacute;m a explica&ccedil;&atilde;o do motivo: jejua duas vezes por semana, enquanto na &eacute;poca era obrigado a faz&ecirc;-lo uma vez por ano; paga o d&iacute;zimo de tudo o que possui, enquanto o mesmo era prescrito apenas para os produtos mais importantes (cf. <i>Dt</i> 14, 22-23). Em suma, vangloria-se porque cumpre do melhor modo poss&iacute;vel preceitos particulares. Mas esquece o maior: <i>amar a Deus e ao pr&oacute;ximo</i> (cf. <i>Mt</i> 22, 36-40). Transbordando de confian&ccedil;a pr&oacute;pria, da sua capacidade de observar os mandamentos, dos seus m&eacute;ritos e virtudes, o fariseu aparece centrado apenas em si mesmo. O drama deste homem &eacute; que vive sem amor. Mas, sem amor, at&eacute; as melhores coisas de nada aproveitam, como diz S&atilde;o Paulo (cf. <i>1 Cor</i> 13). E sem amor, qual &eacute; o resultado? No fim de contas, em vez de rezar, elogia-se a si mesmo. De facto, n&atilde;o pede nada ao Senhor, porque n&atilde;o se sente necessitado nem em d&iacute;vida, mas sente-se em cr&eacute;dito. Est&aacute; no templo de Deus, mas pratica outra religi&atilde;o, <i>a religi&atilde;o do eu</i>. E muitos grupos &laquo;ilustres&raquo;, de &laquo;crist&atilde;os cat&oacute;licos&raquo;, seguem por esta estrada.</p> 
<p>E al&eacute;m de Deus, esquece o pr&oacute;ximo; antes, despreza-o, isto &eacute;, n&atilde;o lhe atribui pre&ccedil;o, n&atilde;o tem valor. Considera-se melhor do que os outros, que designa, literalmente, por &laquo;o resto, os restantes (<i>loipoi</i>)&raquo; (<i>Lc</i> 18, 11). Por outras palavras, s&atilde;o &laquo;restos&raquo;, s&atilde;o descartados dos quais manter-se &agrave; larga. Quantas vezes vemos acontecer esta din&acirc;mica na vida e na hist&oacute;ria! Quantas vezes quem est&aacute; &agrave; frente, como o fariseu relativamente ao publicano, levanta muros para aumentar as dist&acirc;ncias, tornando os outros ainda mais descartados. Ou ent&atilde;o, considerando-os atrasados e de pouco valor, despreza as suas tradi&ccedil;&otilde;es, apaga as suas gestas, ocupa os seus territ&oacute;rios e usurpa os seus bens. Quanta superioridade presumida, que se transforma em opress&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o, mesmo hoje! Vimo-lo no S&iacute;nodo, quando fal&aacute;vamos da explora&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o, da popula&ccedil;&atilde;o, dos habitantes da Amaz&oacute;nia, da explora&ccedil;&atilde;o das pessoas, do tr&aacute;fico das pessoas! Os erros do passado n&atilde;o foram suficientes para deixarmos de saquear os outros e causar ferimentos aos nossos irm&atilde;os e &agrave; nossa irm&atilde; terra: vimo-lo no rosto dilacerado da Amaz&oacute;nia. A &laquo;religi&atilde;o do eu&raquo; continua, hip&oacute;crita com os seus ritos e as suas &laquo;ora&ccedil;&otilde;es&raquo;: muitos dos seus praticantes s&atilde;o cat&oacute;licos, confessam-se cat&oacute;licos, ma esqueceram-se de ser crist&atilde;os e humanos, esqueceram-se do verdadeiro culto a Deus, que passa sempre pelo amor ao pr&oacute;ximo. At&eacute; mesmo crist&atilde;os que rezam e v&atilde;o &agrave; Missa ao domingo s&atilde;o seguidores desta &laquo;religi&atilde;o do eu&raquo;. Podemos olhar para dentro de n&oacute;s e ver se algu&eacute;m, para n&oacute;s, &eacute; inferior, descart&aacute;vel… mesmo s&oacute; em palavras. Rezemos pedindo a gra&ccedil;a de n&atilde;o nos considerarmos superiores, n&atilde;o nos julgarmos &iacute;ntegros, nem nos tornarmos c&iacute;nicos e vilipendiadores. Pe&ccedil;amos a Jesus que nos cure de criticar e queixar dos outros, de desprezar seja quem for: s&atilde;o coisas que desagradam a Deus. E providencialmente, nesta Missa de hoje, acompanham-nos n&atilde;o s&oacute; os ind&iacute;genas da Amaz&oacute;nia, mas tamb&eacute;m os mais pobres das sociedades desenvolvidas, os irm&atilde;os e irm&atilde;s doentes da Comunidade da Arca. Est&atilde;o connosco, na primeira fila.</p> 
<p>2. Passemos &agrave; outra ora&ccedil;&atilde;o. <i>A ora&ccedil;&atilde;o do publicano</i> ajuda-nos a compreender o que &eacute; agrad&aacute;vel a Deus. Aquele come&ccedil;a, n&atilde;o pelos m&eacute;ritos, mas pelas suas faltas; n&atilde;o pela riqueza, mas pela sua pobreza: n&atilde;o uma pobreza econ&oacute;mica – os publicanos eram ricos e cobravam tamb&eacute;m injustamente, &agrave; custa dos seus compatriotas –, mas sente uma pobreza de vida, porque no pecado nunca se vive bem. Aquele homem que explora os outros reconhece-se pobre diante de Deus, e o Senhor ouve a sua ora&ccedil;&atilde;o, feita apenas de sete palavras mas de atitudes verdadeiras. De facto, enquanto o fariseu estava &agrave; frente, de p&eacute; (cf. <i>Lc</i> 18, 11), o publicano mant&eacute;m-se &agrave; dist&acirc;ncia e &laquo;nem sequer ousava levantar os olhos ao c&eacute;u&raquo;, porque cr&ecirc; que o C&eacute;u est&aacute; ali e &eacute; grande, enquanto ele se sente pequeno. E &laquo;batia no peito&raquo; (cf. 18, 13), porque no peito est&aacute; o cora&ccedil;&atilde;o. A sua ora&ccedil;&atilde;o nasce mesmo do cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; transparente: coloca diante de Deus o cora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o as apar&ecirc;ncias. Rezar &eacute; deixar-se olhar dentro por Deus – &eacute; Deus quem me olha, quando rezo –, sem simula&ccedil;&otilde;es, sem desculpas, nem justifica&ccedil;&otilde;es. Frequentemente fazem-nos rir os arrependimentos cheios de justifica&ccedil;&otilde;es. Mais do que um arrependimento parece uma auto-canoniza&ccedil;&atilde;o. Porque, do diabo, v&ecirc;m escurid&atilde;o e falsidade – e tais s&atilde;o as justifica&ccedil;&otilde;es –; de Deus, luz e verdade, a transpar&ecirc;ncia do meu cora&ccedil;&atilde;o. Foi bom – e muito vos agrade&ccedil;o, queridos padres e irm&atilde;os sinodais – termos dialogado, nestas semanas, com o cora&ccedil;&atilde;o, com sinceridade e franqueza, colocando fadigas e esperan&ccedil;as diante de Deus e dos irm&atilde;os.</p> 
<p>Hoje, contemplando o publicano, descobrimos o ponto donde recome&ccedil;ar: do facto de nos considerarmos, todos, necessitados de salva&ccedil;&atilde;o. &Eacute; o primeiro passo da <i> religi&atilde;o de Deus</i>, que &eacute; miseric&oacute;rdia com quem se reconhece miser&aacute;vel. Ao passo que a raiz de todo o erro espiritual, como ensinavam os monges antigos, &eacute; crer-se justo. Considerar-se justo &eacute; deixar Deus, o &uacute;nico justo, fora de casa. Esta atitude inicial &eacute; t&atilde;o importante que Jesus no-la mostra com uma confronta&ccedil;&atilde;o paradoxal, colocando lado a lado na par&aacute;bola a pessoa mais piedosa e devota de ent&atilde;o, o fariseu, e o pecador p&uacute;blico por excel&ecirc;ncia, o publicano. E a senten&ccedil;a final inverte as coisas: quem &eacute; bom, mas presun&ccedil;oso, falha; quem &eacute; deplor&aacute;vel, mas humilde, acaba exaltado por Deus. Se olharmos para dentro de n&oacute;s com sinceridade, vemo-los <i>ambos</i> em n&oacute;s: o publicano e o fariseu. Somos um pouco publicanos, porque pecadores, e um pouco fariseus, porque presun&ccedil;osos, capazes de nos sentirmos justos, campe&otilde;es na arte de nos justificarmos! Isto, com os outros, muitas vezes d&aacute; certo; mas, com Deus, n&atilde;o. Com Deus, o engano n&atilde;o resulta. Rezemos pedindo a gra&ccedil;a de nos sentirmos <i>carecidos de miseric&oacute;rdia</i>, pobres intimamente. Por isso mesmo faz-nos bem frequentar os pobres, para nos lembrarmos que somos pobres, para nos recordarmos de que a salva&ccedil;&atilde;o de Deus s&oacute; age num clima de pobreza interior.</p> 
<p>3. Assim chegamos &agrave; <i>ora&ccedil;&atilde;o do pobre</i>, da primeira Leitura. Esta – diz Ben Sir&aacute; – &laquo;chegar&aacute; &agrave;s nuvens&raquo; (35, 17). Enquanto a ora&ccedil;&atilde;o de quem se considera justo fica em terra, esmagada pela for&ccedil;a de gravidade do ego&iacute;smo, a do pobre sobe, direita, at&eacute; Deus. O sentido da f&eacute; do Povo de Deus viu nos pobres &laquo;os porteiros do C&eacute;u&raquo;: aquele <i>sensus fidei</i> que faltava na declama&ccedil;&atilde;o [do fariseu]. S&atilde;o eles que nos abrir&atilde;o, ou n&atilde;o, as portas da vida eterna; eles que n&atilde;o se consideraram senhores nesta vida, que n&atilde;o se antepuseram aos outros, que tiveram s&oacute; em Deus a sua pr&oacute;pria riqueza. S&atilde;o &iacute;cones vivos da profecia crist&atilde;.</p> 
<p>Neste S&iacute;nodo, tivemos a gra&ccedil;a de escutar as vozes dos pobres e refletir sobre a precariedade das suas vidas, amea&ccedil;adas por modelos de progresso predat&oacute;rios. E, no entanto, precisamente nesta situa&ccedil;&atilde;o, muitos nos testemunharam que &eacute; poss&iacute;vel olhar a realidade de modo diferente, acolhendo-a de m&atilde;os abertas como uma d&aacute;diva, habitando na cria&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o como meio a ser explorado, mas como casa a ser guardada, confiando em Deus. Ele &eacute; Pai e – diz ainda Ben Sir&aacute; – &laquo;ouvir&aacute; a ora&ccedil;&atilde;o do oprimido&raquo; (35, 13). E quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres n&atilde;o s&atilde;o escutadas, acabando talvez vilipendiadas ou silenciadas porque inc&oacute;modas. Rezemos pedindo a gra&ccedil;a de saber escutar o clamor dos pobres: &eacute; <i>o clamor de esperan&ccedil;a</i> da Igreja. O clamor dos pobres &eacute; <i>o</i> clamor de esperan&ccedil;a da Igreja. Assumindo n&oacute;s o seu clamor, tamb&eacute;m a nossa ora&ccedil;&atilde;o – temos a certeza – atravessar&aacute; as nuvens.</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Conclusão dos trabalhos da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-amazônica (26 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Sat, 26 Oct 2019 18:30:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/october/documents/papa-francesco_20191026_chiusura-sinodo.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/october/documents/papa-francesco_20191026_chiusura-sinodo.html</guid><description><![CDATA[<!-- Thu, 31 Oct 2019 16:58:06 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">CONCLUS&Atilde;O DOS TRABALHOS DA ASSEMBLEIA ESPECIAL DO <br /> <a href="http://www.sinodoamazonico.va/content/sinodoamazonico/it.html">S&Iacute;NODO DOS BISPOS PARA A REGI&Atilde;O PAN-AMAZ&Oacute;NICA SOBRE O TEMA <br /> “NOVOS CAMINHOS PARA A IGREJA E PARA UMA ECOLOGIA INTEGRAL”</a></font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>DISCURSO DO PAPA FRANCISCO<br /> &nbsp;NO FINAL DA ASSEMBLEIA SINODAL </i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro – Sala do S&iacute;nodo<br />S&aacute;bado, 26 de outubro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/26/chiusura-sinodo.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> &nbsp;
<p>Antes de tudo, gostaria de agradecer a todos v&oacute;s que destes este testemunho de trabalho, de escuta, de busca, de procurar p&ocirc;r em pr&aacute;tica este esp&iacute;rito sinodal que estamos aprendendo, talvez, a fixar. E que ainda n&atilde;o o conseguimos completar. Mas estamos num caminho, estamos num bom caminho. E compreendemos cada vez mais o que significa caminhar juntos, compreendemos o que significa discernir, o que significa escutar, o que significa incorporar a rica tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja nos momentos das conjunturas. Alguns acham que a tradi&ccedil;&atilde;o &eacute; um museu de coisas antigas. Gosto de repetir o que disse Gustav Mahler: &laquo;A tradi&ccedil;&atilde;o &eacute; a salvaguarda do futuro e n&atilde;o a cust&oacute;dia das cinzas&raquo;. &Eacute; como a raiz de onde vem a seiva que faz a &aacute;rvore crescer para dar fruto. Pegar nisto e fazer com que avance &eacute; como os primeiros pais conceberam o que era a tradi&ccedil;&atilde;o. Receber e caminhar no mesmo sentido, com aquela tr&iacute;plice dimens&atilde;o t&atilde;o bela de Vicente de Lerins j&aacute; no s&eacute;culo v [&laquo;o dogma crist&atilde;o, permanecendo absolutamente intacto e inalterado, consolida-se com os anos, desenvolve-se com o tempo, aprofunda-se com a idade&raquo; (cf. <i>Primo Commonitorio</i>, 23: pl 50, 667-668)]. Obrigado por tudo isto! </p> 
<p>Uma das quest&otilde;es votadas, que teve uma maioria — tr&ecirc;s quest&otilde;es tiveram uma maioria para o pr&oacute;ximo S&iacute;nodo — &eacute; a da sinodalidade. N&atilde;o sei se isto vai ser escolhido ou n&atilde;o, ainda n&atilde;o decidi, estou a refletir e a pensar, mas posso certamente dizer que j&aacute; progredimos muito e ainda temos que progredir mais neste caminho da sinodalidade. Muito obrigado por esta companhia. </p> 
<p>A exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal que — o Papa n&atilde;o &eacute; obrigado a faz&ecirc;-lo — &eacute; muito prov&aacute;vel, n&atilde;o; desculpe, o mais f&aacute;cil seria: “bem, aqui est&aacute; o documento!”. Em todo o caso, uma palavra do Papa sobre o que ele viveu no S&iacute;nodo pode ser bom. Gostaria de o fazer antes do final do ano, de tal forma que n&atilde;o passe muito tempo, tudo depende do tempo que tenho para pensar. </p> 
<p>Fal&aacute;mos de quatro dimens&otilde;es, que foram: a dimens&atilde;o cultural, trabalh&aacute;mos nela, fal&aacute;mos de incultura&ccedil;&atilde;o, de valoriza&ccedil;&atilde;o da cultura, que com grande for&ccedil;a, e estou feliz com o que foi dito a este respeito, que est&aacute; dentro da tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja. Incultura&ccedil;&atilde;o: Puebla j&aacute; tinha aberto aquela porta, para citar o mais pr&oacute;ximo. Em segundo lugar, a dimens&atilde;o ecol&oacute;gica: gostaria de prestar homenagem a um dos pioneiros desta consci&ecirc;ncia na Igreja, o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla. Ele foi um dos primeiros a abrir o caminho para criar esta consci&ecirc;ncia. E depois dele, tantos o seguiram e com essa inquieta&ccedil;&atilde;o, e sempre, com progress&atilde;o geom&eacute;trica acelerada, a equipe parisiense e acompanhou outros. <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html"> Laudato si’</a></i> nasceu ali com uma inspira&ccedil;&atilde;o na qual trabalhavam tantas pessoas, cientistas, te&oacute;logos, pastoralistas. Pois bem, essa consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica que vai adiante e que hoje denuncia um caminho de explora&ccedil;&atilde;o compulsiva, de destrui&ccedil;&atilde;o no qual a Amaz&oacute;nia &eacute; um dos pontos mais importantes. &Eacute; um s&iacute;mbolo, diria. Esta dimens&atilde;o ecol&oacute;gica em que o futuro est&aacute; em jogo, n&atilde;o &eacute;? Em manifesta&ccedil;&otilde;es feitas por jovens, seja no movimento de Greta ou noutros. Os meninos sa&iacute;ram com o cartaz: “O futuro &eacute; nosso, ou seja, n&atilde;o decidam pelo nosso futuro”. “Ele &eacute; nosso”. J&aacute; a consci&ecirc;ncia do perigo ecol&oacute;gico que existe nisso, obviamente n&atilde;o s&oacute; na Amaz&oacute;nia, mas noutros lugares: o Congo &eacute; outro ponto, outros setores, na minha terra natal est&aacute; no Chaco, a zona do “impenetr&aacute;vel” tamb&eacute;m que &eacute; pequena, mas, n&oacute;s tamb&eacute;m sabemos disso, de alguma forma. A par da dimens&atilde;o ecol&oacute;gica est&aacute; a dimens&atilde;o social de que falamos, que j&aacute; n&atilde;o &eacute; apenas aquilo que &eacute; explorado de forma selvagem, aquilo que &eacute; criado, a cria&ccedil;&atilde;o, mas as pessoas. E na Amaz&oacute;nia aparecem todos os tipos de injusti&ccedil;as, destrui&ccedil;&atilde;o de pessoas, explora&ccedil;&atilde;o de pessoas em todos os n&iacute;veis e destrui&ccedil;&atilde;o da identidade cultural. Lembro-me que ao chegar a Puerto Maldonado — acho que disse isto, n&atilde;o me lembro — no aeroporto havia uma placa, com a imagem de uma garota muito bonita, muito bonita, “defende-te e aten&ccedil;&atilde;o ao tr&aacute;fico”. Por outras palavras, o aviso ao turista que chega. O tr&aacute;fico ouve, e o tr&aacute;fico ao mais alto n&iacute;vel de corrup&ccedil;&atilde;o, mas de pessoas a todos os n&iacute;veis. E isto juntamente com a destrui&ccedil;&atilde;o da identidade cultural, que &eacute; outro dos fen&oacute;menos que assinalastes muito bem no documento. Identidade cultural como &eacute; destru&iacute;da, em tudo isto. E a quarta dimens&atilde;o, que inclui todos eles — e diria que &eacute; a principal — &eacute; a dimens&atilde;o pastoral, a dimens&atilde;o pastoral. O an&uacute;ncio do Evangelho &eacute; urgente, urgente. Mas que seja entendido, assimilado, compreendido por essas culturas. E falava-se de leigos, sacerdotes, di&aacute;conos permanentes, religiosos e religiosas, com os quais focalizar este ponto. E falava-se do que faziam, e refor&ccedil;ava-se isto. Falou-se de novos minist&eacute;rios, inspirados na <i>Ministeria quaedam </i>de Paulo VI, de criatividade. Criatividade em novos minist&eacute;rios, e ver at&eacute; onde se pode ir. Falou-se de semin&aacute;rios ind&iacute;genas, e com muita for&ccedil;a. Agrade&ccedil;o ao Cardeal O’Malley a coragem que teve, porque ele p&ocirc;s o dedo na ferida em algo que &eacute; uma verdadeira injusti&ccedil;a social, que efetivamente n&atilde;o permite aos abor&iacute;genes o caminho do semin&aacute;rio nem do sacerd&oacute;cio. Criatividade em tudo isto a partir de novos minist&eacute;rios e no resto. Eu assumo o pedido para convocar novamente a comiss&atilde;o ou talvez abri-la com novos membros para continuar a estudar como era na igreja primitiva o diaconado permanente. Sabeis que todos chegaram a um acordo que n&atilde;o era claro. Recomendei isto &agrave;s irm&atilde;s, &agrave; Uni&atilde;o Geral de religiosas, que me pediram para fazer a pesquisa, recomendei-o a elas, e agora cada um dos te&oacute;logos est&aacute; a investigar &agrave; sua maneira. Vou tentar refazer isto com a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;, e incluir novas pessoas nesta Comiss&atilde;o, e aceito o desafio: “e sejamos ouvidos. Eu aceito o desafio [aplausos]. Apareceram algumas coisas que precisam ser reformadas: A Igreja tem de se reformar sempre a si mesma. A sua forma&ccedil;&atilde;o sacerdotal no pa&iacute;s. Em alguns pa&iacute;ses, ouvi dizer, ou num grupo foi dito, ou aqui foi dito certa vez — eu ouvi — que havia uma certa falta de zelo apost&oacute;lico entre o clero da regi&atilde;o n&atilde;o amaz&oacute;nica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o amaz&oacute;nica. Com o Cardeal Filoni tivemos dificuldades quando uma congrega&ccedil;&atilde;o religiosa deixa um vicariato, de encontrar sacerdotes daquele pa&iacute;s que assumam o vicariato: “N&atilde;o, claro que n&atilde;o sou a favor disso”. Bem, isso tem de ser reformado. A forma&ccedil;&atilde;o sacerdotal no pa&iacute;s, que &eacute; universal, e que h&aacute; uma responsabilidade de resolver todos os problemas dos pa&iacute;ses geogr&aacute;ficos, digamos, daquela Confer&ecirc;ncia Episcopal. Mas reformar isto: que n&atilde;o haja falta de zelo. Alguns — lembro-me de dois deles — assinalaram o mesmo o tema que talvez n&atilde;o haja uma falta t&atilde;o forte de zelo — desculpai-me — se h&aacute; uma falta de zelo, forte ou n&atilde;o, mas... nos jovens religiosos, como algo que deve ser tido em considera&ccedil;&atilde;o. Os jovens religiosos t&ecirc;m uma voca&ccedil;&atilde;o muito grande e devem ser treinados no zelo apost&oacute;lico para ir &agrave;s fronteiras. Seria bom que no plano de forma&ccedil;&atilde;o dos religiosos houvesse uma experi&ecirc;ncia de um ano ou mais nas regi&otilde;es fronteiri&ccedil;as. O mesmo, e esta &eacute; uma sugest&atilde;o que recebi por escrito, mas agora digo-a: que no servi&ccedil;o diplom&aacute;tico da Santa S&eacute;, no <i>curr&iacute;culo</i> do servi&ccedil;o diplom&aacute;tico, os jovens sacerdotes devem passar pelo menos um ano em terra de miss&atilde;o, mas n&atilde;o a fazer pr&aacute;tica na Nunciatura como se faz e &eacute; muito &uacute;til, mas simplesmente ao servi&ccedil;o de um bispo em lugar de miss&atilde;o. Isso ser&aacute; estudado, mas &eacute; tamb&eacute;m uma reforma para ver. E a redistribui&ccedil;&atilde;o do clero no mesmo pa&iacute;s. Foi dito, com refer&ecirc;ncia a uma situa&ccedil;&atilde;o, que h&aacute; um grande n&uacute;mero de sacerdotes daquele pa&iacute;s no primeiro mundo, Estados Unidos, Europa, etc. e deste pa&iacute;s n&atilde;o h&aacute; nenhum para enviar para a regi&atilde;o amaz&oacute;nica. Teremos de avaliar isso, mas concordo. Os <i>fidei donum </i>interessados... &eacute; verdade que &agrave;s vezes — e isto aconteceu comigo quando eu era bispo noutra diocese — h&aacute; um que enviastes para estudar e se apaixonou pelo lugar e ficou ali e dado que o primeiro mundo tem muito a oferecer ele n&atilde;o quer voltar para a diocese. E, claro, para salvar a sua voca&ccedil;&atilde;o, cede. Mas nessa altura, &eacute; preciso tomar muito cuidado e n&atilde;o favorecer. Agrade&ccedil;o aos verdadeiros sacerdotes <i>fidei donum </i>que v&ecirc;m da &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;rica para a Europa, mas tamb&eacute;m aos que s&atilde;o <i> fidei donum, </i>que devolvem este <i>fidei donum </i>que a Europa lhes ofereceu. Mas &eacute; um perigo para aqueles que v&ecirc;m e ficam. &Eacute; “triste”, disse um bispo italiano, que tem tr&ecirc;s dos que ficaram que n&atilde;o v&atilde;o celebrar a missa nas aldeias de montanha se n&atilde;o receberem primeiro a oferta. Isto &eacute; hist&oacute;rico a partir daqui, a partir de agora. Portanto, vigilemos sobre isto, e sejamos corajosos ao fazer estas reformas de redistribui&ccedil;&atilde;o do clero no mesmo pa&iacute;s. </p> 
<p>E um ponto da parte pastoral foi a mulher. Obviamente a mulher: o que foi dito no documento acerca da mulher &eacute; “pouco”, n&atilde;o &eacute;? Na transmiss&atilde;o da f&eacute;, na preserva&ccedil;&atilde;o da cultura. Gostaria apenas de sublinhar isto: que ainda n&atilde;o percebemos o significado da mulher na Igreja, e &eacute; por isso que ficamos apenas na parte funcional, que &eacute; importante, que deve estar nos conselhos... ou em tudo o que foi dito, sim. Mas o papel das mulheres na Igreja vai muito al&eacute;m da funcionalidade. E &eacute; nisto que temos de continuar a trabalhar. Muito mais.</p> 
<p>Depois falou-se de reorganiza&ccedil;&otilde;es, &eacute; feito no final do documento e vi atrav&eacute;s dos votos que alguns n&atilde;o estavam convencidos. Organismo de servi&ccedil;o, seguindo a Repam, fazer uma esp&eacute;cie de... que a Repam tenha mais consist&ecirc;ncia, uma esp&eacute;cie de rosto amaz&oacute;nico. N&atilde;o sei, progredir na organiza&ccedil;&atilde;o, progredir nas semiconfer&ecirc;ncias episcopais, isto &eacute;: h&aacute; uma confer&ecirc;ncia episcopal do pa&iacute;s, mas h&aacute; tamb&eacute;m uma semiconfer&ecirc;ncia episcopal parcial de uma zona, e isto &eacute; feito em toda a parte, aqui na It&aacute;lia &eacute; a Confer&ecirc;ncia Episcopal Lombarda... Por outras palavras, h&aacute; pa&iacute;ses que t&ecirc;m confer&ecirc;ncias episcopais setoriais, por que os pa&iacute;ses da Amaz&oacute;nia n&atilde;o fazem pequenas confer&ecirc;ncias episcopais da Amaz&oacute;nia, que pertencem &agrave; Confer&ecirc;ncia Episcopal Geral, mas que fazem o seu trabalho. E organizando esta estrutura como a Repam, o Celam da Amaz&oacute;nia... Abertura, abertura. </p> 
<p>Falou-se de uma reforma ritual, de se abrir aos ritos, isto &eacute; da compet&ecirc;ncia da Congrega&ccedil;&atilde;o para o Culto Divino, e pode faz&ecirc;-lo de acordo com os crit&eacute;rios e sei que o podem fazer muito bem, e apresentar as propostas necess&aacute;rias que a incultura&ccedil;&atilde;o exige. Mas &eacute; preciso olhar sempre em frente, sempre al&eacute;m. N&atilde;o apenas organiza&ccedil;&atilde;o ritual, mas tamb&eacute;m organiza&ccedil;&otilde;es de outros tipos que o Senhor inspirar. Das 23 igrejas com o seu rito que foram mencionadas no documento, ou pelo menos no pr&eacute;-documento, acredito que pelo menos 18, talvez 19, s&atilde;o Igrejas <i>sui iuris </i>e come&ccedil;aram do nada, criando tradi&ccedil;&otilde;es at&eacute; onde o Senhor nos levar, para n&atilde;o ter medo das organiza&ccedil;&otilde;es que preservam uma vida especial. Sempre com a ajuda da Santa M&atilde;e Igreja, M&atilde;e de todos, que nos guia neste caminho para n&atilde;o nos separarmos. N&atilde;o tenhais medo delas. </p> 
<p>E uma contribui&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da C&uacute;ria Romana. Parece-me que tem de ser feito e vou discutir como faz&ecirc;-lo com o Cardeal Turkson. Abrir um setor amaz&oacute;nico no Dicast&eacute;rio para o Servi&ccedil;o do Desenvolvimento Humano Integral. Ent&atilde;o, dado que ele n&atilde;o tem nenhum trabalho, vou-lhe dar mais.</p> 
<p>Al&eacute;m de agradecer a quem j&aacute; o fiz, quero agradecer a todos os que trabalharam l&aacute; fora, especialmente fora desta sala. Bem, aos secret&aacute;rios que ajudaram. A quantos n&atilde;o se veem, aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, &agrave; equipe de difus&atilde;o, aos que prepararam os encontros e a informa&ccedil;&atilde;o. Os grandes escondidos que tornam poss&iacute;vel que uma coisa avance. A famosa dire&ccedil;&atilde;o, que nos ajudou tanto. Para eles, tamb&eacute;m um obrigado.</p> 
<p>Incluo a Presid&ecirc;ncia do Secret&aacute;rio-Geral no agradecimento a todos e um agradecimento aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social — que pensei que estariam aqui presentes para ouvir a vota&ccedil;&atilde;o, pois a vota&ccedil;&atilde;o &eacute; p&uacute;blica pelo que fizeram. Obrigado pelo favor que nos fazem de difundir o S&iacute;nodo. Pe&ccedil;o-vos outro favor: que na difus&atilde;o que fizerdes do documento final vos detenhais sobretudo nos diagn&oacute;sticos, que &eacute; a parte mais consistente, a parte onde o S&iacute;nodo realmente se expressou melhor: o diagn&oacute;stico cultural, o diagn&oacute;stico social, o diagn&oacute;stico pastoral e o diagn&oacute;stico ecol&oacute;gico. Porque a sociedade tem de tratar disto. O perigo pode ser que talvez se entretenham — &eacute; um perigo, n&atilde;o estou a dizer que o fazem, mas a sociedade pede-o — por vezes, para ver o que decidiram nesta mat&eacute;ria disciplinar; o que decidiram noutra; que partido ganhou, qual perdeu? Em pequenas coisas disciplinares que t&ecirc;m a sua import&acirc;ncia, mas que n&atilde;o fariam o bem que este S&iacute;nodo deve fazer. Que a sociedade se encarregue do diagn&oacute;stico que fizemos nas quatro dimens&otilde;es. Eu pediria &agrave; imprensa para o fazer. H&aacute; sempre um grupo de crist&atilde;os de elite que gosta de se envolver, como se fosse universal, neste tipo de diagn&oacute;stico. Nas mais insignificantes, ou neste tipo de resolu&ccedil;&otilde;es disciplinares mais intra-eclesi&aacute;sticas, eu n&atilde;o digo intereclesial, intra-eclesi&aacute;stica, e dizer que ganhou este setor ou aquele. N&atilde;o, todos vencemos com os diagn&oacute;sticos que fizemos e at&eacute; onde fomos em quest&otilde;es pastorais e intra-eclesi&aacute;sticas. Mas n&atilde;o nos fechemos nisto. Pensando hoje nessas “elites” cat&oacute;licas, e &agrave;s vezes crist&atilde;s, mas especialmente cat&oacute;licas, que querem dedicar-se “ao pequeno” e esquecer o “grande”, lembrei-me de uma frase de P&eacute;guy, fui procur&aacute;-la. Tento traduzi-la bem, acho que nos pode ajudar, quando temos que descrever esses grupos que querem o “pequeno” e esquecem o “grande”. &laquo;Porque n&atilde;o t&ecirc;m coragem de estar com o mundo, pensam que est&atilde;o com Deus. Porque n&atilde;o t&ecirc;m a coragem de se comprometer com as escolhas de vida do homem, eles acreditam que est&atilde;o a lutar por Deus. Porque n&atilde;o amam ningu&eacute;m, acreditam que amam a Deus&raquo;. Fiquei muito feliz por n&atilde;o termos ca&iacute;do prisioneiros desses grupos seletivos que do S&iacute;nodo s&oacute; quererem ver o que foi decidido sobre este ponto intra-eclesial ou sobre esse outro, e negar&atilde;o o corpo do S&iacute;nodo que s&atilde;o os diagn&oacute;sticos que fizemos nas quatro dimens&otilde;es. </p> 
<p>Obrigado do fundo do meu cora&ccedil;&atilde;o, perdoai-me a petul&acirc;ncia e rezai por mim, por favor. Obrigado.</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Aos participantes no Capítulo Geral da Ordem dos Servos de Maria (25 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Fri, 25 Oct 2019 12:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/october/documents/papa-francesco_20191025_servi-dimaria.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/october/documents/papa-francesco_20191025_servi-dimaria.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 06 Nov 2019 18:00:23 +0100 --> <p align="center"><i><font size="4" color="#663300"><b>DISCURSO DO PAPA FRANCISCO <br /> AOS PARTICIPANTES NO CAP&Iacute;TULO GERAL <br /> DA ORDEM DOS SERVOS DE MARIA&nbsp; </b></font></i></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Antec&acirc;mara</i></font><i><font color="#663300"> da Sala Paulo VI<br />Sexta-feira, 25 de outubro de 2019</font></i></p> 
<font color="#663300"><p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/25/servi-dimaria.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> &nbsp;
<p>Perdoai-me se permane&ccedil;o sentado, porque n&atilde;o vou ler o discurso escrito. Entrego-o ao senhor [o Superior], porque desde ontem, quando vi que hoje iria encontrar-me convosco, fui com a mem&oacute;ria ao ano de 1957, ao Semin&aacute;rio de Vila Devoto [em Buenos Aires]. Naquela &eacute;poca dois de v&oacute;s estudavam l&aacute;. N&atilde;o sei se est&atilde;o aqui. Depois perdi-os de vista. Ano de 1957: h&aacute; 62 anos! Envelhecemos na vida! Eles contaram-me a hist&oacute;ria de Alessio Falconieri e dos outros seis, e eu fiquei entusiasmado com este exemplo de santidade. Ver homens ricos, comerciantes — ali&aacute;s, florentinos [riem] — que souberam fazer esta escolha por Nossa Senhora. &Eacute; a palavra “servo”, “servi&ccedil;o”, ao servi&ccedil;o de Nossa Senhora. Esta forma de servi&ccedil;o, de humilha&ccedil;&atilde;o, de caminho humilde. E fiquei t&atilde;o entusiasmado que, ao longo da minha vida inteira, a partir daquele momento, celebro com particular amor o dia 17 de fevereiro [mem&oacute;ria lit&uacute;rgica dos sete Santos Fundadores dos Servos de Maria], inclusive com uma Missa. Fiquei impressionado com este testemunho, e &eacute; isto que vos quero dizer.</p> 
<p>Ent&atilde;o, hoje v&oacute;s “apostastes um e ganhastes dois”: levai convosco este escrito e depois aquele que vos dirigirei agora. Entrego-o ao senhor, para que o transmita a todos.</p> 
<p>A express&atilde;o “servos de Maria” faz-me pensar naquilo que Santo In&aacute;cio [de Loyola, nos Exerc&iacute;cios] exp&otilde;e na medita&ccedil;&atilde;o sobre o nascimento de Jesus. Ele diz: &laquo;Devo estar presente — na medita&ccedil;&atilde;o — como <i>um servo </i>que ajuda Nossa Senhora a desempenhar as suas atividades em Bel&eacute;m, no pres&eacute;pio&raquo;. Servos de Nossa Senhora. Nisto h&aacute; uma grande rela&ccedil;&atilde;o com o que Nossa Senhora faz. Faz nascer Jesus, f&aacute;-lo crescer e depois leva a Igreja a desenvolver-se. E aqueles grandes comerciantes — pois tinham dinheiro, n&atilde;o eram inexperientes — acabaram por deixar tudo para se tornar servos, servos de Nossa Senhora, porque compreenderam o papel de Nossa Senhora na reden&ccedil;&atilde;o, papel que muitas vezes as chamadas teologias “modernas” esquecem. Mas Nossa Senhora trouxe-nos Jesus! E os vossos Fundadores compreenderam isso, entenderam-no e tornaram-se servos. Foram rezar [no Monte Sen&aacute;rio]; e depois trabalharam muito.</p> 
<p>A palavra “servi&ccedil;o” &eacute; tamb&eacute;m aquela que Nossa Senhora diz ao Anjo: “Eu sou a serva, estou aqui para servir!”. Eles imitam Nossa Senhora precisamente neste servi&ccedil;o. E tornam-se seus servos, para que Ela os conduza exatamente por este caminho de servi&ccedil;o. A primeira palavra: <i>servi&ccedil;o. </i>V&oacute;s sois servos. Nunca vos esque&ccedil;ais disto. N&atilde;o sois senhores, mas servos. “Olha que o outro...”. Mas tu &eacute;s o servo do outro. “Mas aquele bispo...”. Tu &eacute;s o servo daquele bispo. “Mas a Igreja...”. Tu &eacute;s o servo da Igreja. “E o povo...”. Tu &eacute;s o servo do povo. Nunca te afastes desta gra&ccedil;a fundadora que consiste em ser servo. Servo por op&ccedil;&atilde;o. O outro Santo Aleixo [romano] tamb&eacute;m se tornou um mendigo, e vivia debaixo das escadas. O vosso Aleixo fez uma escolha: foi servo por op&ccedil;&atilde;o, para se tornar santo. &Eacute; precisamente este o caminho tra&ccedil;ado pelo Verbo: &laquo;Ele aniquilou-se a si mesmo. Fez-se se servo at&eacute; &agrave; morte, e morte de Cruz&raquo; (cf. <i>Fl </i>2, 7-8). &Eacute; o caminho do servi&ccedil;o. Sim, mas ainda mais: de servid&atilde;o. “Significa que devo ser escravo?”. Sim! “Que devo renunciar tamb&eacute;m a certas liberdades para me tornar servo?”. Sim! Meditai sobre este vosso nome: servos de Nossa Senhora, a Serva do Senhor, o qual era Senhor mas fez-se Servo, Jesus.</p> 
<p>Esta &eacute; a primeira ideia que me vem &agrave; mente, mas sempre pensando no ano de 1957, quando aqueles dois vossos irm&atilde;os me falaram sobre a espiritualidade da congrega&ccedil;&atilde;o. Fiquei impressionado com isto!</p> 
<p>E o servi&ccedil;o &eacute; um servi&ccedil;o de <i>esperan&ccedil;a. </i>Se h&aacute; uma pessoa que n&atilde;o parecia ter motivos de esperan&ccedil;a humana &eacute; Nossa Senhora, com aquelas coisas estranhas que aconteceram na sua vida: o nascimento de Jesus, a persegui&ccedil;&atilde;o e a fuga, o regresso, ver o filho crescer no meio de contradi&ccedil;&otilde;es... Mas Ela olhou em frente: era a Senhora da esperan&ccedil;a! Hoje, somos todos doutores em falta de esperan&ccedil;a. Encontramos sempre subterf&uacute;gios para n&atilde;o ter esperan&ccedil;a, quando come&ccedil;amos a reclamar do mundo: “Mas isto... e estas calamidades, as coisas que acontecem...”. H&aacute; situa&ccedil;&otilde;es negativas, mas n&atilde;o piores do que as que ocorreram na &eacute;poca de Nossa Senhora. &Eacute; a mesma coisa! O mundo muda as formas, mas a escravid&atilde;o, as guerras e a crueldade daquele tempo s&atilde;o as mesmas de hoje. Temos que semear esperan&ccedil;a, ver mais al&eacute;m. Nossa Senhora ensina-nos tamb&eacute;m a semear esperan&ccedil;a. Pensai no Calv&aacute;rio; pensai no Pentecostes, quando Ela orou com os disc&iacute;pulos. Ela &eacute; Nossa Senhora das dores, e no sofrimento, na pobreza, no despojamento nasce a esperan&ccedil;a, v&ecirc;-se claramente. Quando estamos bem, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil expressar esperan&ccedil;a, mas quando h&aacute; dificuldades, nasce a esperan&ccedil;a. E Ela [Maria] &eacute; uma Mestra, ensinou-nos muito. Ensinou-nos muito!</p> 
<p>Depois, a outra palavra [do tema do vosso Cap&iacute;tulo]: “Num mundo em mudan&ccedil;a”. <i>Mudan&ccedil;a. </i>O tempo muda sempre. Temos sempre a tenta&ccedil;&atilde;o de deter o tempo, de o dividir, dominar... Como algu&eacute;m disse aqui, no S&iacute;nodo para a Amaz&oacute;nia: “V&oacute;s europeus tendes o rel&oacute;gio, n&oacute;s [&iacute;ndios] temos o tempo”. Apostemos no tempo. Sim, as coisas mudam, mas o tempo &eacute; de Deus. E n&atilde;o nos fechemos nos nossos prazos, que s&atilde;o demasiado humanos, demasiado humanos. Sigamos em frente, em conformidade com o tempo de Deus: Ele sabe!</p> 
<p>Ser <i>servos </i>de Nossa Senhora, da <i>esperan&ccedil;a, </i>num tempo que <i>muda, </i>em mudan&ccedil;a, s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s da ora&ccedil;&atilde;o. Em primeiro lugar, os vossos sete Fundadores retiraram-se para rezar. E oraram bem! Recomendo-vos: n&atilde;o deixeis de rezar. &Eacute; o fundamento da vossa vida. Rezar &eacute; tamb&eacute;m como pedir esmola a Nossa Senhora: “Ajuda-me a ser um servo fiel!”. Esta ora&ccedil;&atilde;o &eacute; fecunda e dar-vos-&aacute; voca&ccedil;&otilde;es e muitas coisas. A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; o instrumento que faz milagres. Faz milagres! Mas h&aacute; muitos descrentes a respeito do poder da ora&ccedil;&atilde;o. E sou tentado a dizer — &eacute; uma tenta&ccedil;&atilde;o, mas digo-a do mesmo modo — que muitas vezes somos n&oacute;s, bispos, sacerdotes, os mais incr&eacute;dulos em rela&ccedil;&atilde;o ao milagre da ora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o acreditamos no que Jesus nos diz: “Pedi e recebereis”. N&atilde;o cremos no Pai-Nosso, que tem tanta for&ccedil;a!</p> 
<p>Era isto que eu vos queria dizer, fraternalmente. Recordando aquela experi&ecirc;ncia de 1957 e tamb&eacute;m o dia 17 de fevereiro de todos os anos, quando olho para os bons homens que realizaram este sinal; fizeram-no por inspira&ccedil;&atilde;o do Senhor, mas foram fi&eacute;is &agrave;quela inspira&ccedil;&atilde;o. Isto aponta-vos o caminho a seguir. Digo outras coisas no texto escrito.</p> 
<p>Por fim, uma refer&ecirc;ncia conclusiva ao esp&iacute;rito... mas n&atilde;o ao Esp&iacute;rito Santo! O bonito gesto de me trazer um pouco de esp&iacute;rito para animar o cora&ccedil;&atilde;o (vinho produzido na quinta dos Servos de Maria na Toscana). Muito obrigado! E rezai por mim pois preciso disto, para que tamb&eacute;m eu possa ser um pouco servo de Nossa Senhora, servo da esperan&ccedil;a, numa &eacute;poca de mudan&ccedil;a. </p> 
<p>Obrigado!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Audiência Geral de 23 de outubro de 2019]]></title><pubDate>Wed, 23 Oct 2019 09:30:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191023_udienza-generale.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191023_udienza-generale.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 23 Oct 2019 09:35:34 +0200 --> <font color="#663300"> <p align="center">PAPA FRANCISCO</p> <p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>AUDI&Ecirc;NCIA GERAL</i></b></font></p> <p align="center"><i>Quarta-feira, 23 de outubro de 2019</i></p> <p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/23/udienzagenerale.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> &nbsp;
<p><b>Locutor<i>: </i></b></p> 
<p>Nos Atos dos Ap&oacute;stolos, vemos como Paulo, enfrentando algumas hostilidades no seu an&uacute;ncio de Cristo, teve que ir para Tarso, onde, algum tempo depois, aceitou o convite de Barnab&eacute; de participar numa viagem para difundir a Palavra de Deus. Tal viagem teve in&iacute;cio no meio de persegui&ccedil;&otilde;es que, longe de esmorecer os &acirc;nimos, abriram novos horizontes para a evangeliza&ccedil;&atilde;o. Durante esta primeira viagem apost&oacute;lica de Paulo, o Esp&iacute;rito Santo mostrou como os pag&atilde;os tamb&eacute;m estavam chamados &agrave; f&eacute;, pois a Igreja, longe de ser uma realidade fechada em si mesma, &eacute; uma casa com as portas abertas para todos. Diante desses acontecimentos, surgiu uma discuss&atilde;o acalorada sobre a necessidade da circuncis&atilde;o mosaica. Por isso, Paulo e Barnab&eacute; foram at&eacute; Jerusal&eacute;m para se reunir com os Ap&oacute;stolos. Assim, superando tens&otilde;es e fechamentos, &agrave; luz do Esp&iacute;rito e na verdade da caridade, puderam discernir juntos que a salva&ccedil;&atilde;o se deve exclusivamente &agrave; gra&ccedil;a do Senhor Jesus e que a ess&ecirc;ncia da Igreja &eacute; realmente a de ser uma M&atilde;e fecunda de muitos filhos. </p> 
<p align="center">* * *</p> 
<p><b>Santo Padre</b>:</p> 
<p>Carissimi pellegrini di lingua portoghese, vi saluto cordialmente tutti, in particolare i diversi gruppi venuti dal Portogallo e dal Brasile. Il vostro pellegrinaggio a Roma vi aiuti a essere pronti a far parte della Chiesa in uscita, dando una testimonianza gioiosa del Vangelo e dell’amore di Dio per tutti i suoi figli. La Vergine Santa vi guidi e protegga!</p> 
<p align="center">* * *</p> 
<p><b>Locutor: </b></p> 
<p>Amados peregrinos de l&iacute;ngua portuguesa, sa&uacute;do-vos cordialmente a todos, em particular os diversos grupos vindos de Portugal e do Brasil. Possa a vossa peregrina&ccedil;&atilde;o a Roma ajudar-vos a estar prontos a fazer parte da Igreja em sa&iacute;da, dando um testemunho alegre do Evangelho e do amor de Deus por todos os seus filhos. A Virgem Santa vos guie e proteja!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio para a mudança da denominação de "Arquivo Secreto Vaticano" para "Arquivo Apostólico Vaticano" (22 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Tue, 22 Oct 2019 08:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/motu_proprio/documents/papa-francesco-motu-proprio-20191022_archivio-apostolico-vaticano.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/motu_proprio/documents/papa-francesco-motu-proprio-20191022_archivio-apostolico-vaticano.html</guid><description><![CDATA[<!-- Wed, 06 Nov 2019 17:51:21 +0100 --> <p align="center"><i><font size="4" color="#663300"><b>CARTA APOST&Oacute;LICA DO PAPA FRANCISCO <br /> SOB FORMA DE MOTU PROPRIO PARA A MUDAN&Ccedil;A DA DENOMINA&Ccedil;&Atilde;O <br /> DE &quot;ARQUIVO SECRETO DO VATICANO&quot; <br /> EM &quot;ARQUIVO APOST&Oacute;LICO DO VATICANO&quot; </b></font></i></p> &nbsp;
<p>&nbsp;</p> 
<p>A experi&ecirc;ncia hist&oacute;rica ensina que cada institui&ccedil;&atilde;o humana, criada com a melhor tutela e com vigorosas e bem fundamentadas esperan&ccedil;as de progresso, fatalmente tocada pelo tempo, precisamente para permanecer fiel a si mesma e &agrave;s finalidades ideais da sua natureza, sente a necessidade, n&atilde;o de mudar a sua fisionomia, mas de transpor os seus valores inspiradores em diferentes &eacute;pocas e culturas e de fazer as atualiza&ccedil;&otilde;es que se tornam convenientes e &agrave;s vezes necess&aacute;rias.</p> 
<p>Tamb&eacute;m o Arquivo Secreto do Vaticano, ao qual os Romanos Pont&iacute;fices sempre reservaram solicitude e cuidado em virtude do enorme e importante patrim&oacute;nio documental que preserva, t&atilde;o precioso para a Igreja Cat&oacute;lica como para a cultura universal, n&atilde;o evita, na sua hist&oacute;ria j&aacute; mais de quatro vezes centen&aacute;ria, estes condicionamentos inevit&aacute;veis.</p> 
<p>O Arquivo Pontif&iacute;cio, que surgiu a partir do n&uacute;cleo documental da C&acirc;mara Apost&oacute;lica e da pr&oacute;pria Biblioteca Apost&oacute;lica (a chamada <i> Bibliotheca secreta</i>) entre a primeira e a segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XVII, come&ccedil;ou a chamar-se Secreto (<i>Archivum Secretum Vaticanum</i>) s&oacute; em meados desse s&eacute;culo, com sede em salas adequadas do Pal&aacute;cio Apost&oacute;lico, cresceu ao longo do tempo em not&aacute;vel consist&ecirc;ncia e abriu-se desde o in&iacute;cio aos pedidos de documentos enviados de toda a Europa e do mundo ao Romano Pont&iacute;fice, ao Cardeal Camerlengo e depois ao Cardeal Arquivista e Bibliotec&aacute;rio. Se &eacute; verdade que a abertura oficial do Arquivo a investigadores de todos os pa&iacute;ses aconteceu apenas em 1881, &eacute; verdade tamb&eacute;m que entre os s&eacute;culos XVII e XIX muitas obras eruditas puderam ser publicadas com a ajuda de c&oacute;pias documentais fi&eacute;is ou aut&ecirc;nticas que os historiadores obtiveram dos guardi&otilde;es e prefeitos do Arquivo Secreto do Vaticano. A ponto que o famoso fil&oacute;sofo e matem&aacute;tico alem&atilde;o Gottfried Wilhelm von Leibniz, que tamb&eacute;m o consultou, escreveu em 1702 que ele poderia ser considerado de certa maneira o Arquivo Central da Europa (<i>quod quodam modo totius Europae commune Archivum censeri debet</i>).</p> 
<p>Este longo servi&ccedil;o prestado &agrave; Igreja, &agrave; cultura e aos estudiosos de todo o mundo conquistou sempre estima e gratid&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao Arquivo Secreto do Vaticano, que foram aumentando de Le&atilde;o XIII at&eacute; aos nossos dias, quer em virtude das progressivas “aberturas” da documenta&ccedil;&atilde;o disponibilizada para a consulta (que a partir de 2 de mar&ccedil;o de 2020, por minha disposi&ccedil;&atilde;o, se prolongar&aacute; at&eacute; ao fim do pontificado de Pio XII), quer em virtude do aumento do n&uacute;mero de investigadores que s&atilde;o admitidos diariamente ao Arquivo e ajudados de todas as formas nas suas pesquisas.</p> 
<p>Este merit&oacute;rio servi&ccedil;o eclesial e cultural, t&atilde;o apreciado, responde bem &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es de todos os meus antecessores, que, segundo os tempos e as possibilidades, favoreceram a pesquisa hist&oacute;rica num Arquivo t&atilde;o vasto, equipando-o, segundo as sugest&otilde;es dos Cardeais Arquivistas ou dos Prefeitos <i>pro tempore</i>, com pessoas, meios e at&eacute; novas tecnologias. Deste modo, providenciou-se ao gradual crescimento da estrutura do mesmo Arquivo para o seu servi&ccedil;o cada vez mais exigente &agrave; Igreja e ao mundo da cultura, mantendo sempre f&eacute; aos ensinamentos e &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es dos Pont&iacute;fices.</p> 
<p>No entanto, h&aacute; um aspeto que penso que ainda poderia ser &uacute;til atualizar, reafirmando as finalidades eclesiais e culturais da miss&atilde;o do Arquivo. Este aspeto diz respeito &agrave; pr&oacute;pria denomina&ccedil;&atilde;o do instituto: <i>Arquivo Secreto do Vaticano</i>.</p> 
<p>Nascido, como mencionado, da <i>Bibliotheca secreta</i> do Romano Pont&iacute;fice, ou seja, da parte dos c&oacute;digos e escritos mais particularmente pertencentes e sob a jurisdi&ccedil;&atilde;o direta do Papa, o Arquivo foi intitulado primeiro simplesmente <i>Archivum novum</i>, depois <i>Archivum Apostolicum</i>, e mais tarde <i>Archivum Secretum</i> (os primeiros testemunhos do termo remontam a cerca de 1646).</p> 
<p>O termo <i>Secretum</i>, inclu&iacute;do na denomina&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o e que prevaleceu nos &uacute;ltimos s&eacute;culos, era justificado porque indicava que o novo Arquivo, desejado pelo meu antecessor Paulo V por volta de 1610-1612, mais n&atilde;o era do que o arquivo privado, separado e reservado do Papa. Foi assim que todos os Pont&iacute;fices sempre pretenderam defini-lo, e &eacute; assim que os estudiosos ainda hoje o definem, sem qualquer dificuldade. Esta defini&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m disso, foi difundida, com significado semelhante, nas cortes de reis e pr&iacute;ncipes, cujos arquivos se definiam propriamente <i>secretos</i>.</p> 
<p>Enquanto perdurou a consci&ecirc;ncia da estreita liga&ccedil;&atilde;o entre a l&iacute;ngua latina e as l&iacute;nguas que dela derivam, n&atilde;o havia necessidade de explicar ou at&eacute; de justificar este t&iacute;tulo de <i>Archivum Secretum</i>. Com as mudan&ccedil;as sem&acirc;nticas progressivas que, por&eacute;m, ocorreram nas l&iacute;nguas modernas e nas culturas e sensibilidades sociais de diferentes na&ccedil;&otilde;es, em medidas mais ou menos acentuadas, o termo <i> Secretum</i> atribu&iacute;do ao Arquivo do Vaticano come&ccedil;ou a ser mal interpretado, a ser colorido com nuances amb&iacute;guas, at&eacute; mesmo negativas. Tendo perdido o verdadeiro significado do termo <i> secretum</i> e associando instintivamente o seu valor ao conceito expresso pela palavra moderna &laquo;segredo&raquo;, nalgumas &aacute;reas e ambientes, at&eacute; naqueles de certo relevo cultural, esta express&atilde;o assumiu o sentido prejudicial de esconder, de n&atilde;o revelar e de reservar para poucos. Exatamente o contr&aacute;rio daquilo que o Arquivo Secreto do Vaticano sempre foi e pretende ser, o qual — como disse o meu santo predecessor Paulo VI — preserva “ecos e vest&iacute;gios” da passagem do Senhor na hist&oacute;ria (<i>Insegnamenti di Paolo</i> VI, I, 1963, p. 614). E a Igreja &laquo;n&atilde;o tem medo da hist&oacute;ria, ali&aacute;s ama-a, e gostaria de a amar mais e melhor, como Deus a ama&raquo; (<i><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/march/documents/papa-francesco_20190304_archivio-segretovaticano.html">Discurso aos Funcion&aacute;rios do Arquivo Secreto do Vaticano</a></i>, 4 de mar&ccedil;o de 2019: <i>L'Osservatore Romano</i>, ed. portuguesa de 12 de mar&ccedil;o de 2019, p. 5).</p> 
<p>Solicitado nos &uacute;ltimos anos por alguns estimados Prelados, bem como pelos meus colaboradores mais pr&oacute;ximos, ouvindo tamb&eacute;m o parecer dos Superiores do mesmo Arquivo Secreto do Vaticano, com este meu Motu Proprio decido que:</p> 
<p>a partir de agora, o atual Arquivo Secreto do Vaticano, sem nada alterar da sua identidade, estrutura e miss&atilde;o, se passe a denominar <i>Arquivo Apost&oacute;lico do Vaticano</i>.</p> 
<p>Reafirmando o seu desejo ativo de servir a Igreja e a cultura, a nova denomina&ccedil;&atilde;o real&ccedil;a o v&iacute;nculo estreito entre a S&eacute; Romana e o Arquivo, instrumento indispens&aacute;vel do minist&eacute;rio petrino, e ao mesmo tempo real&ccedil;a a sua imediata depend&ecirc;ncia do Romano Pont&iacute;fice, como j&aacute; acontece em paralelo com a denomina&ccedil;&atilde;o da Biblioteca Apost&oacute;lica do Vaticano.</p> 
<p>Ordeno que esta Carta Apost&oacute;lica, sob a forma de Motu Proprio, seja promulgada mediante publica&ccedil;&atilde;o no jornal <i>L’Osservatore Romano</i>, com efeito imediato a partir dessa publica&ccedil;&atilde;o, de modo a ser rapidamente incorporada nos documentos oficiais da Santa S&eacute;, e que, posteriormente, seja inserida nas <i>Acta Apostolicae Sedis</i>.</p> 
<p><i>Dado em Roma, junto de S&atilde;o Pedro, a 22 de outubro de 2019, s&eacute;timo do nosso Pontificado.</i></p> 
<p align="center"><b>Francisco</b></p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Mensagem do Santo Padre para a Conferência Mundial da Associação Cristã Internacional Marítima (ICMA) [Kaohsiung, Taiwan, 21-25 de outubro de 2019] (21 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Mon, 21 Oct 2019 04:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2019/documents/papa-francesco_20191021_videomessaggio-icma.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2019/documents/papa-francesco_20191021_videomessaggio-icma.html</guid><description><![CDATA[<!-- Thu, 31 Oct 2019 17:03:05 +0100 --> <p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO <br /> PARA A CONFER&Ecirc;NCIA MUNDIAL DA ICMA - <br /> ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O CRIST&Atilde; INTERNACIONAL MAR&Iacute;TIMA </i></b></font></p> 
<p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>&nbsp;</i></b></font><font color="#663300">[Kaohsiung, Taiwan, 21-25 de outubro de 2019]</font></p> 
<p align="center"><b><font color="#663300">[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/21/videomessaggio-icma.html">Multim&iacute;dia</a>]</font></b></p> 
<font color="#663300"> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> &nbsp;
<p>Transmito uma sauda&ccedil;&atilde;o de paz e bem a todos v&oacute;s, caros Delegados da International Christian Maritime Association. </p> 
<p>Reunistes-vos em Kaohsiung, Taiwan, para a d&eacute;cima primeira Confer&ecirc;ncia Mundial, na qual recordais o cinquenten&aacute;rio da funda&ccedil;&atilde;o da vossa benem&eacute;rita Associa&ccedil;&atilde;o. Este anivers&aacute;rio oferece-me a oportunidade de vos exortar a continuar, com renovado esp&iacute;rito ecum&eacute;nico, o vosso servi&ccedil;o ao povo do mar. </p> 
<p>Nestes dias de encontro e reflex&atilde;o, fa&ccedil;o votos de que encontreis formas cada vez mais eficazes de assist&ecirc;ncia aos marinheiros, aos pescadores e &agrave;s suas fam&iacute;lias. A Carta apost&oacute;lica <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/motu_proprio/documents/hf_jp-ii_motu-proprio_17031999_stella-maris.html"> Stella maris</a></i> de 1997, na qual S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II tra&ccedil;ou as linhas fundamentais para o cuidado pastoral das muitas pessoas que trabalham no mar e das suas fam&iacute;lias, bem como das que viajam por mar, &eacute; ainda de grande atualidade. Nesse documento, o meu Predecessor convidou a esfor&ccedil;ar-vos &laquo;por que a gente do mar tenha suficientemente os meios necess&aacute;rios para levar uma vida santa&raquo; (II &sect; 2).</p> 
<p>Tamb&eacute;m eu renovo este convite a todos v&oacute;s que representais diferentes tradi&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s: que ajudeis os mar&iacute;timos a conhecer Jesus Cristo e a viver segundo os seus ensinamentos, no respeito e na aceita&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca.</p> 
<p>Encorajo-vos a superar as dificuldades que &agrave;s vezes podem ser encontradas na vossa miss&atilde;o, promovendo com convic&ccedil;&atilde;o o esp&iacute;rito ecum&eacute;nico. Acompanho-vos com a minha ora&ccedil;&atilde;o e com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o que de bom grado invoco sobre v&oacute;s, sobre o vosso trabalho nestes dias e sobre todos os que foram confiados ao vosso servi&ccedil;o pastoral. Que o Senhor vos aben&ccedil;oe e, por favor, rezai por mim. Obrigado!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Angelus, 20 de outubro de 2019]]></title><pubDate>Sun, 20 Oct 2019 12:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191020.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20191020.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 21 Oct 2019 12:39:58 +0200 --> <p align="center"><font color="#663300">PAPA FRANCISCO</font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><b><i><font size="4">ANGELUS</font></i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro<br /> Domingo, 20 de outubro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/20/angelus.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, bom dia!</i></p> 
<p>A segunda Leitura da liturgia de hoje prop&otilde;e-nos a exorta&ccedil;&atilde;o que o ap&oacute;stolo Paulo dirige ao seu fiel colaborador Tim&oacute;teo: <i>“Proclama a palavra,</i>&nbsp;insiste oportuna e inoportunamente, convence, repreende, exorta com toda a compreens&atilde;o e compet&ecirc;ncia” (<i>2 Tm </i>4, 2). O tom &eacute; sincero: Tim&oacute;teo deve sentir-se respons&aacute;vel pela proclama&ccedil;&atilde;o da Palavra.</p> 
<p>O <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/20/messa-giornatamissionaria.html">Dia Mission&aacute;rio Mundial</a>, </i>que se celebra hoje, &eacute; uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para que cada batizado tome consci&ecirc;ncia mais viva da necessidade de colaborar no an&uacute;ncio da Palavra, na proclama&ccedil;&atilde;o do Reino de Deus com renovado compromisso. H&aacute; cem anos, o Papa <a href="https://w2.vatican.va/content/benedict-xv/pt.html">Bento XV</a> promulgou a Carta Apost&oacute;lica <i> <a href="https://w2.vatican.va/content/benedict-xv/pt/apost_letters/documents/hf_ben-xv_apl_19191130_maximum-illud.html">Maximum illud</a> </i>para dar novo impulso &agrave; responsabilidade mission&aacute;ria de toda a Igreja. Ele sentiu a necessidade de requalificar evangelicamente a miss&atilde;o no mundo, para que fosse purificada de qualquer incrusta&ccedil;&atilde;o colonial e livre dos condicionamentos das pol&iacute;ticas expansionistas das Na&ccedil;&otilde;es europeias.</p> 
<p>No diferente contexto hodierno, a mensagem de Bento XV ainda &eacute; atual e estimula-nos a superar a tenta&ccedil;&atilde;o de qualquer fechamento autorreferencial e todas as formas de pessimismo pastoral, para nos abrirmos &agrave; alegre novidade do Evangelho. Neste nosso tempo, marcado por uma globaliza&ccedil;&atilde;o que deveria ser solid&aacute;ria e respeitosa da especificidade dos povos e que, pelo contr&aacute;rio, ainda sofre devido &agrave; homologa&ccedil;&atilde;o e aos antigos conflitos de poder que alimentam as guerras e arru&iacute;nam o planeta, os crentes s&atilde;o chamados a levar a toda a parte, com novo impulso, a boa not&iacute;cia de que em Jesus a miseric&oacute;rdia vence o pecado, a esperan&ccedil;a derrota o medo, a fraternidade supera a hostilidade. Cristo &eacute; a nossa paz e nele toda a divis&atilde;o &eacute; vencida, s&oacute; n'Ele est&aacute; a salva&ccedil;&atilde;o de todos os homens e de todos os povos.</p> 
<p>Para viver plenamente a miss&atilde;o, h&aacute; uma condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel: <i>a ora&ccedil;&atilde;o, </i> uma prece fervorosa e incessante, segundo o ensinamento de Jesus anunciado tamb&eacute;m no Evangelho de hoje, no qual Ele conta uma par&aacute;bola “sobre a necessidade de rezar sempre, sem desfalecer” (<i>Lc</i> 18, 1). A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a primeira ajuda do povo de Deus para os mission&aacute;rios, rica de afeto e gratid&atilde;o pela sua dif&iacute;cil tarefa de anunciar e transmitir a luz e a gra&ccedil;a do Evangelho &agrave;queles que ainda n&atilde;o o receberam. &Eacute; tamb&eacute;m uma boa ocasi&atilde;o para nos interrogarmos hoje: rezo pelos mission&aacute;rios? Oro por aqueles que partem para terras distantes, a fim de levar a Palavra de Deus com o testemunho? Pensemos nisto!</p> 
<p>Maria, M&atilde;e de todos os povos, acompanhe e proteja todos os dias&nbsp; os mission&aacute;rios do Evangelho.</p> 
<p>&nbsp;</p> 
<hr color="#C0C0C0" width="75%" size="1" /> 
<p><b>Depois do Angelus</b></p> 
<p><i>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!</i></p> 
<p>Ontem, em Crema, foi proclamado Beato o m&aacute;rtir padre Alfredo Cremonesi, sacerdote mission&aacute;rio do Pontif&iacute;cio Instituto para as Miss&otilde;es Estrangeiras. Assassinado na Birm&acirc;nia em 1953, foi um incans&aacute;vel ap&oacute;stolo da paz e uma testemunha zelosa do Evangelho, at&eacute; ao derramamento do sangue. Que o seu exemplo nos leve a ser corajosos obreiros de fraternidade e mission&aacute;rios em todos os ambientes; que a sua intercess&atilde;o apoie aqueles que hoje lutam para semear o Evangelho no mundo. Aplaudamos todos juntos o Beato Alfredo!</p> 
<p>E agora dou as minhas cordiais boas-vindas a todos v&oacute;s, peregrinos da It&aacute;lia e de v&aacute;rios pa&iacute;ses. Em particular, sa&uacute;do e aben&ccedil;oo com afeto a comunidade peruana de Roma, aqui reunida com a venerada Imagem do <i>Se&ntilde;or de los Milagros:</i>&nbsp;&iexcl;Conserven siempre la fe y las tradiciones de su pueblo;&nbsp; as irm&atilde;s enfermeiras de Nossa Senhora das Dores, que celebraram o seu Cap&iacute;tulo geral; os participantes na marcha “Restiamo umani”, que nos &uacute;ltimos meses percorreu cidades e territ&oacute;rios da It&aacute;lia para promover um debate construtivo sobre os temas da inclus&atilde;o e da hospitalidade. Obrigado por esta bonita iniciativa!</p> 
<p>Dirijo um pensamento especial aos jovens da A&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica, que vieram com os seus educadores de todas as dioceses italianas, por ocasi&atilde;o do cinquenten&aacute;rio da ACR. Queridos meninos e meninas, v&oacute;s sois protagonistas da evangeliza&ccedil;&atilde;o, especialmente entre os vossos coet&acirc;neos. A Igreja confia em v&oacute;s; ide em frente com alegria e generosidade!</p> 
<p>Desejo a todos um feliz domingo. Por favor, n&atilde;o vos esque&ccedil;ais de rezar por mim. Bom almo&ccedil;o e at&eacute; &agrave; vista!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Santa Missa para o Dia Missionário Mundial (20 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Sun, 20 Oct 2019 10:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191020_omelia-giornatamissionaria.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191020_omelia-giornatamissionaria.html</guid><description><![CDATA[<!-- Mon, 21 Oct 2019 13:48:05 +0200 --> <p align="center"><font color="#663300"> <a href="http://www.vatican.va/news_services/liturgy/libretti/2019/20191020-libretto-giornata-mondiale-missionaria.pdf">SANTA MISSA NO DIA MISSION&Aacute;RIO MUNDIAL</a></font></p>
<p align="center"> <font size="4" color="#663300"><b><i>HOMILIA DO PAPA FRANCISCO</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Bas&iacute;lica Vaticana<br />XXIX Domingo do Tempo Comun<br /> 20 de outubro de 2019</i></font></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/20/messa-giornatamissionaria.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p>Quero tomar tr&ecirc;s palavras das Leituras escutadas: um substantivo, um verbo e um pronome. O substantivo &eacute; <i>o monte</i>: dele profetiza Isa&iacute;as, quando nos fala de um monte do Senhor, dominando sobre as colinas, para onde acorrer&atilde;o todas as na&ccedil;&otilde;es (cf. <i>Is</i> 2, 2). E o monte reaparece no Evangelho: depois da sua ressurrei&ccedil;&atilde;o, Jesus indica aos disc&iacute;pulos como local de encontro um monte da Galileia, precisamente aquela Galileia habitada por muitas popula&ccedil;&otilde;es diferentes, a &laquo;Galileia dos gentios&raquo; (cf. <i>Mt</i> 4, 15). Em suma, o monte parece ser o lugar onde Deus gosta de marcar encontro com toda a humanidade. &Eacute; o lugar do encontro connosco, como mostra a B&iacute;blia a come&ccedil;ar do Sinai, passando pelo Carmelo at&eacute; Jesus, que proclamou as Bem-aventuran&ccedil;as no monte, transfigurou-Se no monte Tabor, deu a vida no Calv&aacute;rio e subiu ao C&eacute;u no monte das Oliveiras. O monte, lugar dos grandes encontros entre Deus e o homem, &eacute; tamb&eacute;m o s&iacute;tio onde Jesus passa horas e horas em ora&ccedil;&atilde;o (cf. <i>Mc</i> 6, 46), para unir terra e C&eacute;u, unir-nos, n&oacute;s seus irm&atilde;os, ao Pai.</p> 
<p>A n&oacute;s, que nos diz o monte? Que somos chamados a aproximar-nos de Deus e dos outros: aproximar-nos de Deus, o Alt&iacute;ssimo, no sil&ecirc;ncio, na ora&ccedil;&atilde;o, afastando-nos das maledic&ecirc;ncias e boatos que poluem; e aproximar-nos tamb&eacute;m dos outros, que, vistos do monte, aparecem-nos noutra perspetiva, a de Deus que chama todos os povos: vistos de cima, os outros aparecem-nos no seu todo e descobre-se que a harmonia da beleza s&oacute; &eacute; dada pelo conjunto. O monte lembra-nos que os irm&atilde;os e as irm&atilde;s n&atilde;o devem ser selecionados, mas abra&ccedil;ados com o olhar e sobretudo com a vida. O monte liga Deus e os irm&atilde;os num &uacute;nico abra&ccedil;o, o da ora&ccedil;&atilde;o. O monte leva-nos para o alto, longe de tantas coisas materiais que passam; convida-nos a redescobrir o essencial, o que permanece: Deus e os irm&atilde;os. A miss&atilde;o come&ccedil;a no monte: l&aacute; se descobre aquilo que conta. No cora&ccedil;&atilde;o deste m&ecirc;s mission&aacute;rio, interroguemo-nos: Para mim, o que &eacute; que conta na vida? Quais s&atilde;o as altitudes para onde tendo?</p> 
<p>E o substantivo monte aparece acompanhado por um verbo: <i>subir</i>. Isa&iacute;as exorta-nos: &laquo;Vinde, <i>subamos</i> &agrave; montanha do Senhor&raquo; (2, 3). Nascemos, n&atilde;o para ficar em terra contentando-nos com coisas triviais, mas para chegar &agrave;s alturas encontrando Deus e os irm&atilde;os. Para isso, por&eacute;m, &eacute; preciso subir: &eacute; preciso deixar uma vida horizontal, lutar contra a for&ccedil;a de gravidade do ego&iacute;smo, realizar um &ecirc;xodo do pr&oacute;prio eu. Por isso, subir requer esfor&ccedil;o, mas &eacute; a &uacute;nica maneira para ver tudo melhor, como o panorama mais bonito ao escalar a montanha s&oacute; se v&ecirc; no cimo e, ent&atilde;o, compreendemos que o &uacute;nico modo poss&iacute;vel para o abarcar era seguir aquela vereda sempre em subida.</p> 
<p>E como n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil subir ao monte se formos carregados de coisas, assim na vida &eacute; preciso alijar o que n&atilde;o serve. &Eacute; tamb&eacute;m o segredo da miss&atilde;o: para partir &eacute; preciso deixar, para <i>anunciar</i> &eacute; preciso <i>renunciar</i>. O an&uacute;ncio cred&iacute;vel &eacute; feito, n&atilde;o de bonitas palavras, mas de vida boa: uma vida de servi&ccedil;o, que sabe renunciar a tantas coisas materiais que empequenecem o cora&ccedil;&atilde;o, tornam as pessoas indiferentes e as fecham em si mesmas; uma vida que se separa das inutilidades que atafulham o cora&ccedil;&atilde;o e encontra tempo para Deus e para os outros. Podemos interrogar-nos: Como procede a minha subida? Sei renunciar &agrave;s bagagens pesadas e in&uacute;teis do mundanismo para subir ao monte do Senhor? Fa&ccedil;o a minha estrada subindo &agrave; minha custa ou usando os outros?</p> 
<p>Se o monte nos lembra o que conta – Deus e os irm&atilde;os –, e o verbo subir, o modo como l&aacute; chegamos, h&aacute; uma terceira palavra que hoje ressoa como a mais forte. &Eacute; o pronome <i>todos</i>, que prevalece nas Leituras: &laquo;<i>todas</i> as na&ccedil;&otilde;es&raquo;, dizia Isa&iacute;as (2, 2); &laquo;<i>todos</i> os povos&raquo;, repetimos no Salmo; Deus &laquo;quer que <i>todos</i> os homens sejam salvos&raquo;, escreve Paulo (<i>1 Tm</i> 2, 4); &laquo;ide, pois, fazei disc&iacute;pulos de <i>todos</i> os povos&raquo;, pede Jesus no Evangelho (<i>Mt</i> 28,19). O Senhor obstina-Se a repetir este &laquo;<i>todos</i>&raquo;. Sabe que somos teimosos a repetir &laquo;meu&raquo; e &laquo;nosso&raquo;: as minhas coisas, a nossa na&ccedil;&atilde;o, a nossa comunidade... e Ele n&atilde;o Se cansa de repetir &laquo;todos&raquo;. Todos, porque ningu&eacute;m est&aacute; exclu&iacute;do do seu cora&ccedil;&atilde;o, da sua salva&ccedil;&atilde;o; todos, para que o nosso cora&ccedil;&atilde;o ultrapasse as alf&acirc;ndegas humanas, os particularismos baseados nos ego&iacute;smos que n&atilde;o agradam a Deus. Todos, porque cada qual &eacute; um tesouro precioso e o sentido da vida &eacute; dar aos outros este tesouro. Eis a miss&atilde;o: subir ao monte para rezar por todos, e descer do monte para se doar a todos.</p> 
<p>Subir e descer… Assim o crist&atilde;o est&aacute; sempre em movimento, em sa&iacute;da. Realmente, no Evangelho, o mandato de Jesus &eacute; &laquo;<i>ide</i>&raquo;. Todos os dias nos cruzamos com tantas pessoas, mas – podemo-nos interrogar – vamos ter com as pessoas que encontramos? Assumimos o convite de Jesus ou ocupamo-nos apenas das nossas coisas? Todos esperam algo dos outros, o crist&atilde;o <i>vai </i>ter com os outros. A testemunha de Jesus nunca se sente em cr&eacute;dito do reconhecimento de outros, mas em d&iacute;vida de amor com quem n&atilde;o conhece o Senhor. A testemunha de Jesus vai ao encontro de todos, e n&atilde;o apenas dos seus, do seu grupinho. Jesus diz tamb&eacute;m a ti: &laquo;Vai; n&atilde;o percas a ocasi&atilde;o de testemunhar!&raquo; Irm&atilde;o, irm&atilde;, o Senhor espera de ti o testemunho que ningu&eacute;m pode dar em tua vez. &laquo;Oxal&aacute; consigas identificar a palavra, a mensagem de Jesus que Deus quer dizer ao mundo com a tua vida (...), e assim a tua preciosa miss&atilde;o n&atilde;o fracassar&aacute;&raquo; (Francisco, Exort. ap. <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html#A_tua_miss&atilde;o_em_Cristo">Gaudete et exsultate</a></i>, 24).</p> 
<p>Para ir ao encontro de todos, que instru&ccedil;&otilde;es nos d&aacute; o Senhor? Uma s&oacute; e muito simples: <i>fazei disc&iacute;pulos</i>. Mas, aten&ccedil;&atilde;o! Disc&iacute;pulos<i> d’Ele</i>, n&atilde;o nossos. A Igreja s&oacute; anuncia bem, se viver como disc&iacute;pula. E o disc&iacute;pulo segue dia a dia o Mestre e partilha com os outros a alegria do discipulado. N&atilde;o conquistando, obrigando, fazendo pros&eacute;litos, mas <i>testemunhando</i>, colocando-se ao mesmo n&iacute;vel – disc&iacute;pulo com os disc&iacute;pulos –, oferecendo amorosamente o amor que recebemos. Esta &eacute; a miss&atilde;o: oferecer ar puro, de alta quota, a quem vive imerso na polui&ccedil;&atilde;o do mundo; levar &agrave; terra aquela paz que nos enche de alegria, sempre que encontramos Jesus no monte, na ora&ccedil;&atilde;o; mostrar, com a vida e mesmo com palavras, que Deus ama a todos e n&atilde;o se cansa jamais de ningu&eacute;m.</p> 
<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, cada um de n&oacute;s tem, melhor, <i>&eacute;</i> uma miss&atilde;o nesta terra (cf. Francisco, Exort. ap. <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#O_prazer_espiritual_de_ser_povo">Evangelii gaudium</a></i>, 273). Estamos aqui para testemunhar, aben&ccedil;oar, consolar, erguer, transmitir a beleza de Jesus. Coragem! Ele espera muito de ti! O Senhor prova uma esp&eacute;cie de &acirc;nsia por aqueles que ainda n&atilde;o sabem que s&atilde;o filhos amados pelo Pai, irm&atilde;os pelos quais deu a vida e o Esp&iacute;rito Santo. Queres acalmar a &acirc;nsia de Jesus? Vai com amor ao encontro de todos, porque a tua vida &eacute; uma miss&atilde;o preciosa: n&atilde;o &eacute; um peso a suportar, mas um dom a oferecer. Coragem! Sem medo, vamos ao encontro de todos!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Inauguração do Museu <i>Anima mundi</i> e da Mostra sobre a Amazônia dos Museus do Vaticano (18 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Fri, 18 Oct 2019 16:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/october/documents/papa-francesco_20191018_inaugurazione-museo-animamundi.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2019/october/documents/papa-francesco_20191018_inaugurazione-museo-animamundi.html</guid><description><![CDATA[<!-- Thu, 31 Oct 2019 16:52:08 +0100 --> <p align="center"><font color="#663300">&nbsp;</font><font size="4" color="#663300"><b><i>DISCURSO DO PAPA FRANCISCO<br /> &nbsp;NA INAUGURA&Ccedil;&Atilde;O DO MUSEU &quot;ANIMA MUNDI&quot;<br /> &nbsp;E DA MOSTRA SOBRE A AMAZ&Ocirc;NIA<br /> &nbsp;NOS MUSEUS DO VATICANO</i></b></font></p> 
<p align="center"><font color="#663300"><i>Sexta-feira</i></font><i><font color="#663300">, 18 de outubro de 2019</font></i></p> 
<font color="#663300"><p align="center">[<b><a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/18/museo-etnologico.html">Multim&iacute;dia</a></b>]</p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> &nbsp;
<p><i>Queridos amigos!</i></p> 
<p>Sa&uacute;do-vos cordialmente e agrade&ccedil;o ao Cardeal Bertello as suas palavras. Gosto de pensar que o que estamos a inaugurar hoje n&atilde;o &eacute; simplesmente um Museu, no seu conceito tradicional. Na verdade, achei apropriado o nome escolhido para esta cole&ccedil;&atilde;o evocativa: <i> Anima mundi.</i> A alma do mundo.</p> 
<p>Penso que os Museus do Vaticano s&atilde;o chamados a tornar-se cada vez mais uma “casa” viva, habitada e aberta a todos, com portas abertas aos povos de todo o mundo. Museus do Vaticano abertos a todos, sem encerramento. Um lugar onde todos possam sentir-se representados; onde sentir concretamente que o olhar da Igreja n&atilde;o conhece exclus&otilde;es.</p> 
<p>Aqueles que entram aqui devem sentir que h&aacute; lugar nesta casa tamb&eacute;m para eles, para o seu povo, a sua tradi&ccedil;&atilde;o, a sua cultura: o europeu como o &iacute;ndio, o chin&ecirc;s como o nativo da floresta amaz&oacute;nica ou congolesa, do Alasca ou dos desertos australianos ou das ilhas do Pac&iacute;fico. Todos os povos est&atilde;o aqui, &agrave; sombra da c&uacute;pula de S&atilde;o Pedro, perto do cora&ccedil;&atilde;o da Igreja e do Papa. E isto porque a arte n&atilde;o &eacute; uma coisa desenraizada: a arte nasce do cora&ccedil;&atilde;o do povo. &Eacute; uma mensagem: do cora&ccedil;&atilde;o dos povos ao cora&ccedil;&atilde;o dos povos.</p> 
<p>Aqui tamb&eacute;m dever&aacute; sentir que a “sua” arte tem o mesmo valor e &eacute; cuidada e preservada com a mesma paix&atilde;o com que se tratam as obras-primas do Renascimento ou as esculturas gregas e romanas imortais, que atraem milh&otilde;es de pessoas todos os anos. Aqui encontrar&aacute; um espa&ccedil;o especial: o espa&ccedil;o do di&aacute;logo, da abertura ao outro, do encontro.</p> 
<p>Aprecio que esta exposi&ccedil;&atilde;o, pela qual agrade&ccedil;o a quantos nela trabalharam — curadores, arquitetos, engenheiros e oper&aacute;rios, todos! — seja no sinal da <i>transpar&ecirc;ncia. </i>A transpar&ecirc;ncia &eacute; um valor importante, especialmente numa institui&ccedil;&atilde;o eclesial. Precisamos sempre dela! Ao longo do tempo, milhares de obras de todo o mundo encontrar&atilde;o espa&ccedil;o nestas vitrinas, e este tipo de coloca&ccedil;&atilde;o pretende disp&ocirc;-las como que em di&aacute;logo umas com as outras. E como as obras de arte s&atilde;o a express&atilde;o do esp&iacute;rito do povo, a mensagem que recebemos &eacute; que devemos olhar sempre para cada cultura, para o outro, com abertura de esp&iacute;rito e benevol&ecirc;ncia.</p> 
<p>A beleza une-nos. Convida-nos a viver a fraternidade humana, contrastando a cultura do ressentimento, do racismo, do nacionalismo, que est&aacute; sempre &agrave; espreita. S&atilde;o culturas seletivas, culturas de n&uacute;meros fechados. H&aacute; alguns meses, deste museu, partiram rumo a Pequim algumas obras de arte chinesa. E antes disso, outras tinham chegado a alguns pa&iacute;ses isl&acirc;micos... Quantas boas iniciativas podem ser feitas gra&ccedil;as &agrave; arte, conseguindo superar at&eacute; as barreiras e as dist&acirc;ncias.</p> 
<p>Hoje gostaria de agradecer a quantos, todos os dias, cuidam destas preciosas obras: o Curador do Museu <i>Anima Mundi</i>, Padre Nicola Mapelli, que &eacute; um mission&aacute;rio do Pime — e isto &eacute; muito coerente! — as restauradoras do Laborat&oacute;rio polimat&eacute;rico, e todos os que colaboram neste trabalho. Obrigado a todos!</p> 
<p>E agrade&ccedil;o tamb&eacute;m por terdes inaugurado esta nova exposi&ccedil;&atilde;o com uma &aacute;rea especial dedicada &agrave; Amaz&oacute;nia, precisamente nos dias em que estamos a viver o S&iacute;nodo dedicado a esta regi&atilde;o. E por isso agrade&ccedil;o tamb&eacute;m aos Mission&aacute;rios da Consolata, aos Salesianos, aos Capuchinhos, aos Xaverianos: v&aacute;rios carismas que se encontraram em nome da Amaz&oacute;nia.</p> 
<p>Que este Museu Etnol&oacute;gico possa preservar a sua identidade espec&iacute;fica ao longo do tempo e recordar a todos o valor da harmonia e da paz entre povos e na&ccedil;&otilde;es. E que a arte aqui recolhida fa&ccedil;a ressoar a voz de Deus naqueles que visitam esta cole&ccedil;&atilde;o. Muito obrigado!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Mensagem para o Dia Mundial da Alimentação 2019 (16 de outubro de 2019)]]></title><pubDate>Wed, 16 Oct 2019 11:00:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/food/documents/papa-francesco_20191016_messaggio-giornata-alimentazione.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/food/documents/papa-francesco_20191016_messaggio-giornata-alimentazione.html</guid><description><![CDATA[<!-- Tue, 22 Oct 2019 14:26:50 +0200 --> <p align="center"><b><i><font size="4" color="#663300">MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO<br /> PARA O DIA MUNDIAL DA ALIMENTA&Ccedil;&Atilde;O DE 2019</font></i></b></p> &nbsp;
<p><i>A Sua Excel&ecirc;ncia<br /> o Senhor Qu Dongyu <br /> Diretor-Geral da FAO</i></p> 
<p><i>No Dia Mundial da Alimenta&ccedil;&atilde;o</i> ecoa todos os anos o grito de tantos dos nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s que continuam a sofrer as trag&eacute;dias da fome e da subnutri&ccedil;&atilde;o. De facto, apesar dos esfor&ccedil;os realizados nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a <i>Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel</i> continua a ser um programa a implementar em muitas partes do mundo. Para responder a este grito da humanidade, o tema proposto este ano pela FAO, <i>&laquo;As nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o nosso futuro. Uma alimenta&ccedil;&atilde;o sadia para um mundo #FomeZero&raquo;</i> destaca a distor&ccedil;&atilde;o do bin&oacute;mio alimento/nutri&ccedil;&atilde;o. </p> 
<p>Vemos como a comida deixa de ser um meio de subsist&ecirc;ncia e passa a ser um canal de destrui&ccedil;&atilde;o pessoal. Assim, em compara&ccedil;&atilde;o com os 820 milh&otilde;es de pessoas famintas, temos, do outro lado da escala, quase 700 milh&otilde;es de pessoas com excesso de peso, v&iacute;timas de h&aacute;bitos alimentares inadequados. J&aacute; n&atilde;o s&atilde;o apenas emblemas da dieta dos &laquo;<i>povos da opul&ecirc;ncia</i>&raquo; (cf. Paulo VI, Enc. <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum.html"> Populorum progressio</a></i>, 3), mas come&ccedil;am a viver tamb&eacute;m nos pa&iacute;ses de baixa renda, onde as pessoas continuam a comer pouco e mal, copiando modelos alimentares das regi&otilde;es desenvolvidas. Por causa da desnutri&ccedil;&atilde;o, as patologias ligadas &agrave; opul&ecirc;ncia podem levar a um desequil&iacute;brio por “excesso”, que muitas vezes resulta em diabetes, doen&ccedil;as cardiovasculares e outras formas de doen&ccedil;as degenerativas, e a um desequil&iacute;brio por “defeito”, documentado pelo n&uacute;mero crescente de mortes por anorexia e bulimia. </p> 
<p>&Eacute; necess&aacute;ria, portanto, uma convers&atilde;o do nosso modo de agir, e a nutri&ccedil;&atilde;o &eacute; um importante ponto de partida. Vivemos gra&ccedil;as aos frutos da cria&ccedil;&atilde;o (cf. <i>Sl</i> 65, 10-14; 104, 27-28) e estes n&atilde;o podem ser reduzidos a um simples objeto de uso e dom&iacute;nio. Por isso, os dist&uacute;rbios alimentares s&oacute; podem ser combatidos cultivando estilos de vida inspirados por uma vis&atilde;o grata do que nos &eacute; dado, buscando temperan&ccedil;a, modera&ccedil;&atilde;o, abstin&ecirc;ncia, autocontrole e solidariedade: virtudes que t&ecirc;m acompanhado a hist&oacute;ria humana. Trata-se de voltar &agrave; simplicidade e &agrave; sobriedade, de viver cada momento da exist&ecirc;ncia com um esp&iacute;rito atento &agrave;s necessidades do outro. Deste modo, poderemos cimentar os nossos v&iacute;nculos numa fraternidade que busca o bem comum e evita o individualismo e o egocentrismo, que geram unicamente fome e desigualdade social. Um estilo de vida que nos permita cultivar uma rela&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel connosco, com os nossos irm&atilde;os e com o ambiente em que vivemos. </p> 
<p>Para assimilar este modo de vida, a fam&iacute;lia tem um lugar principal, e &eacute; por isso que a FAO tem dedicado especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia rural e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar. No ambiente familiar, e gra&ccedil;as &agrave; sensibilidade feminina e materna, aprende-se a usufruir dos frutos da terra sem abusar deles e a descobrir as melhores instrumentos para difundir estilos de vida respeitosos do bem pessoal e coletivo. </p> 
<p>Por outro lado, a atual interdepend&ecirc;ncia das na&ccedil;&otilde;es pode ajudar a p&ocirc;r de lado interesses particulares e a favorecer a confian&ccedil;a e a amizade entre os povos (cf. <i> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html"> Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja</a></i>, 482). Espero que o tema deste ano nos ajude a n&atilde;o esquecer que ainda h&aacute; quem come de uma forma pouco saud&aacute;vel. &Eacute; cruel, injusto e paradoxal que, hoje em dia, haja alimentos para todos, mas nem todos tenham acesso a eles, ou que haja regi&otilde;es do mundo onde os alimentos s&atilde;o desperdi&ccedil;ados, descartados, consumidos em excesso ou utilizados para fins n&atilde;o alimentares. Para sair desta espiral, &eacute; necess&aacute;rio promover &laquo;institui&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e programas sociais que permitam aos mais pobres terem regularmente acesso aos recursos b&aacute;sicos&raquo; (Enc. <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html"> Laudato si'</a></i>, 109).</p> 
<p>A luta contra a fome e a subnutri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cessar&aacute; enquanto prevalecer exclusivamente a l&oacute;gica do mercado e o lucro for procurado a todo o custo, relegando os alimentos para um mero produto comercial, sujeito &agrave; especula&ccedil;&atilde;o financeira e distorcendo o seu valor cultural, social e marcadamente simb&oacute;lico. A primeira preocupa&ccedil;&atilde;o deve ser sempre a <i>pessoa humana</i>, especialmente aqueles que carecem de alimento di&aacute;rio e que dificilmente podem cuidar das rela&ccedil;&otilde;es familiares e sociais (cf. <i>ibid.</i>, 112-113). Quando a pessoa humana &eacute; colocada no lugar certo, as opera&ccedil;&otilde;es de ajuda humanit&aacute;ria e os programas de desenvolvimento ter&atilde;o um maior impacto e produzir&atilde;o os resultados esperados. N&atilde;o podemos esquecer que o que acumulamos e desperdi&ccedil;amos &eacute; o p&atilde;o dos pobres.</p> 
<p>Sr. Diretor-Geral, estas s&atilde;o algumas reflex&otilde;es que desejo partilhar consigo por ocasi&atilde;o deste Dia, enquanto pe&ccedil;o a Deus que aben&ccedil;oe cada um de v&oacute;s e encha o vosso trabalho de frutos, para que a paz possa crescer constantemente ao servi&ccedil;o do progresso aut&ecirc;ntico e integral de toda a fam&iacute;lia humana.</p> 
<p><i>Vaticano, 16 de outubro de 2019</i></p> 
<blockquote> 
 <p align="center"><b>FRANCISCO</b></p> 
</blockquote> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title><![CDATA[Audiência Geral de 16 de outubro de 2019: Catequese sobre os Atos dos Apóstolos - 12]]></title><pubDate>Wed, 16 Oct 2019 09:30:00 +0200</pubDate><link>http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191016_udienza-generale.html</link><guid isPermaLink="true">http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2019/documents/papa-francesco_20191016_udienza-generale.html</guid><description><![CDATA[<!-- Tue, 22 Oct 2019 14:50:50 +0200 --> <font color="#663300"><p align="center">PAPA FRANCISCO</p> <p align="center"><font size="4" color="#663300"><b><i>AUDI&Ecirc;NCIA GERAL</i></b></font></p> <p align="center"><i>Quarta-feira, 16 de outubro de 2019</i></p> <p align="center"><b>[<a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2019/10/16/udienzagenerale.html">Multim&iacute;dia</a>]</b></p> 
 <hr color="#C0C0C0" width="30%" size="1" /></font> 
<p>&nbsp;</p> 
<p><b>Catequese sobre os Atos dos Ap&oacute;stolos - 12</b></p> 
<p><i>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, bom dia!</i></p> 
<p><i>A viagem do Evangelho no mundo</i>, que S&atilde;o Lucas narra nos Atos dos Ap&oacute;stolos est&aacute; acompanhada pela m&aacute;xima criatividade de Deus que se manifesta de maneira surpreendente. Deus quer que os seus filhos superem qualquer particularismo para se abrirem &agrave; universalidade da salva&ccedil;&atilde;o. Esta &eacute; a finalidade: superar os particularismos e abrir-se &agrave; universalidade da salva&ccedil;&atilde;o, pois Deus deseja salvar todos. Quantos renasceram da &aacute;gua e do Esp&iacute;rito — os batizados — s&atilde;o chamados a sair de si mesmos e a abrir-se aos outros, a viver a proximidade, o estilo do viver juntos, que transforma qualquer rela&ccedil;&atilde;o interpessoal numa experi&ecirc;ncia de fraternidade (cf. Exort. ap. <i> <a href="http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html"> Evangelii gaudium</a></i>, 87).</p> 
<p>Pedro, protagonista nos Atos dos Ap&oacute;stolos juntamente com Paulo, &eacute; a testemunha deste processo de “fraterniza&ccedil;&atilde;o” que o Esp&iacute;rito deseja introduzir na hist&oacute;ria. Pedro vive um evento que assinala uma mudan&ccedil;a decisiva para a sua exist&ecirc;ncia. Enquanto reza, recebe uma vis&atilde;o que serve de “provoca&ccedil;&atilde;o” divina, para suscitar nele uma mudan&ccedil;a de mentalidade. V&ecirc; uma grande toalha que desce do alto, dentro da qual h&aacute; v&aacute;rios animais: quadr&uacute;pedes, r&eacute;pteis e aves, e ouve uma voz que o convida a alimentar-se com aquelas carnes. Ele, sendo bom judeu, responde afirmando que nunca comeu nada de impuro, como exigido pela Lei do Senhor (cf. <i>Lv</i> 11). Ent&atilde;o a voz insiste vigorosamente: &laquo;O que foi purificado por Deus n&atilde;o o consideres tu impuro&raquo; (<i>At</i> 10, 15).</p> 
<p>Com este facto o Senhor quer que Pedro deixe de avaliar os eventos e as pessoas segundo as categorias do puro e do impuro, mas que aprenda a ir adiante, a fim de considerar a pessoa e as inten&ccedil;&otilde;es do seu cora&ccedil;&atilde;o. Com efeito, o que torna o homem impuro n&atilde;o vem de fora mas s&oacute; de dentro, do cora&ccedil;&atilde;o (cf. <i>Mc</i> 7, 21). Jesus disse isto claramente.</p> 
<p>Depois daquela vis&atilde;o, Deus envia Pedro a casa de um estrangeiro n&atilde;o circuncidado, Corn&eacute;lio, &laquo;centuri&atilde;o da coorte it&aacute;lica [...] Piedoso e temente a Deus&raquo; que dava largas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus (cf. <i>At</i> 10, 1-2), mas n&atilde;o era judeu.</p> 
<p>Naquela casa de pag&atilde;os, Pedro anuncia Cristo crucificado e ressuscitado e o perd&atilde;o dos pecados a todo aquele que cr&ecirc; n’Ele. E enquanto Pedro fala, sobre Corn&eacute;lio e os seus familiares efunde-se o Esp&iacute;rito Santo. E Pedro batiza-os em nome de Jesus Cristo (cf. <i>At</i> 10, 48).</p> 
<p>Este acontecimento extraordin&aacute;rio — &eacute; a primeira vez que se verifica uma coisa deste g&eacute;nero — difunde-se em Jerusal&eacute;m, onde os irm&atilde;os escandalizados com o comportamento de Pedro, o reprovam asperamente (cf. <i>At</i> 11, 1-3). Pedro fez algo que ia al&eacute;m dos costumes, que ia al&eacute;m da lei, e por isso o censuraram. Mas depois do encontro com Corn&eacute;lio, Pedro sente-se mais livre de si mesmo e mais em comunh&atilde;o com Deus e com os demais, pois viu a vontade de Deus na a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo. Portanto, pode compreender que a elei&ccedil;&atilde;o de Israel n&atilde;o &eacute; a recompensa devido a m&eacute;ritos, mas o sinal da chamada gratuita a ser media&ccedil;&atilde;o da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o divina entre os povos pag&atilde;os.</p> 
<p>Queridos irm&atilde;os, aprendamos do pr&iacute;ncipe dos Ap&oacute;stolos que um evangelizador n&atilde;o pode ser um impedimento para a obra criadora de Deus, o qual &laquo;quer que todos os homens sejam salvos&raquo; (<i>1 Tm</i> 2, 4), mas algu&eacute;m que favorece o encontro dos cora&ccedil;&otilde;es com o Senhor. E n&oacute;s, como nos comportamos com os nossos irm&atilde;os, sobretudo com quantos n&atilde;o s&atilde;o crist&atilde;os? Somos impedimento para o encontro com Deus? Obstaculamos o seu encontro com o Pai ou favorecemo-lo?</p> 
<p>Pe&ccedil;amos hoje a gra&ccedil;a de nos deixarmos impressionar com as surpresas de Deus, de n&atilde;o impedir a sua criatividade, mas de reconhecer e favorecer as vias sempre novas atrav&eacute;s das quais o Ressuscitado efunde o seu Esp&iacute;rito no mundo e atrai os cora&ccedil;&otilde;es fazendo-se conhecer como o &laquo;Senhor de todos&raquo; (<i>At</i> 10, 36). Obrigado.</p> 
<p>&nbsp;</p> 
<hr width="75%" size="1" /> 
<p><b>Sauda&ccedil;&otilde;es</b></p> 
<p>Queridos peregrinos de l&iacute;ngua portuguesa e em particular os fi&eacute;is das par&oacute;quias e associa&ccedil;&otilde;es do Brasil, sede bem-vindos! De cora&ccedil;&atilde;o vos sa&uacute;do a todos, confiando ao bom Deus a vossa vida e a dos vossos familiares. Rezai tamb&eacute;m v&oacute;s por mim! Que as vossas fam&iacute;lias se re&uacute;nam diariamente para a reza do ter&ccedil;o sob o olhar da Virgem M&atilde;e, para que nelas jamais se acabe o &oacute;leo da f&eacute; e da alegria, que brota da vida dos seus membros em comunh&atilde;o com Deus! Obrigado!</p> 
<p>&nbsp;</p>]]></description></item></channel></rss>